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Após cair de seis metros e ficar tetraplégico, pai de Wenceslau Braz mantém esperança de voltar a andar

Sete anos após o acidente que mudou sua vida, Pedro da Silva Neto ainda luta contra as limitações e acredita em um milagre; após meses sem se mexer, hoje ele vive em uma cadeira de rodas

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

WENCESLAU BRAZ - Há sete anos, a vida de Pedro da Silva Neto mudou completamente. O que começou como um dia comum de trabalho terminou em um acidente grave que o deixou sem movimentos e diante de um diagnóstico duro da medicina. Hoje, aos 45 anos, morador de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro do Paraná, ele vive em uma cadeira de rodas — mas se recusa a abandonar a esperança de um dia voltar a andar.

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Esperança é a última que morre. Enquanto a gente estiver respirando, tem chance.

A história começou em 1º de fevereiro de 2019. Pedro trabalhava com decoração de festas e estava trabalhando em um evento realizado em um hotel fazenda. Durante o serviço, precisou subir em uma árvore para cortar alguns galhos que seriam usados na decoração. Foi então que o inesperado aconteceu.

“Eu estava cortando um painel verde para uma decoração. Subi na árvore e acabei caindo de seis metros de altura”, relembra.

A queda foi violenta. O impacto causou uma grave lesão medular e diversas fraturas pelo corpo. Pedro conta que passou meses sem conseguir mover praticamente nada.

“Eu fiquei 90 dias sem mexer nada, só deitado na cama. Os médicos diziam que eu não ia voltar a mexer o corpo”, afirma.

O diagnóstico inicial foi de tetraplegia, condição em que há paralisia dos quatro membros. Para os médicos, a possibilidade de recuperação era mínima. Mas, aos poucos, algo começou a mudar.

Segundo Pedro, após alguns meses começaram a surgir sensações inesperadas nas pernas. “Começou uma queimação muito forte. Parecia que estava queimando e cortando ao mesmo tempo. Era uma dor suportável, mas diferente. Foi aí que os movimentos começaram a voltar devagar”, conta.

Com o tempo e muita fisioterapia, alguns sinais de recuperação apareceram. Hoje, Pedro consegue movimentar parte do corpo e até levantar a perna direita.

“Hoje eu consigo erguer a perna direita. A esquerda ainda não mexe, mas eu sinto que ela queima igual queimava a outra antes de voltar o movimento. Para mim isso já é um sinal”, diz.

Mesmo com as limitações, ele considera sua recuperação um verdadeiro milagre. “Pela medicina eu sou desenganado. Mas eu falo que sou um milagre de Deus. Porque eu não mexia nada e hoje já tenho movimentos”, afirma.

Eu agradeço a Deus porque estou vivo para ver meus filhos crescerem.

Pedro é pai de três filhos e lembra que o acidente foi um choque para toda a família. Na época, as crianças ainda eram pequenas.

“Meu filho mais velho tinha 12 anos, o outro 9, e minha filha tinha 6 anos. Foi um baque muito grande para eles. Eu era muito ativo, trabalhava na construção civil, era mestre de obras em Curitiba, trabalhei com decoração. De repente, tudo mudou”, conta.

Apesar da dificuldade, ele diz que sempre encontrou força na fé e no amor pelos filhos. “Eu agradeço a Deus porque estou vivo para ver eles crescerem. Isso é o mais importante”, afirma.

Com o passar do tempo, Pedro precisou aprender a se adaptar a uma nova rotina. Sem poder trabalhar como antes, ele encontrou outras maneiras de ocupar o tempo e gerar uma pequena renda.

Hoje, ele se dedica à criação de calopsitas e outros animais, além de cuidar da casa e da família. “Eu mexo com meus passarinhos, com minhas calopsitas, tenho alguns gatos e cavalos também. Isso ajuda a distrair a cabeça e também traz uma renda extra”, explica.

Mesmo enfrentando limitações físicas, Pedro busca manter o corpo ativo dentro do possível. Ele conta que faz exercícios em casa e tenta estimular os movimentos diariamente. “Eu treino muito a mente. Fecho os olhos e imagino mexendo os pés, mexendo os dedos. A gente precisa trabalhar o cérebro também”, diz.

Outro momento de liberdade que ele mantém é quando vai pescar. “Eu saio da cadeira e vou até a beira da represa, gatinhando mesmo. Vou devagar, mas vou. Pescar sempre foi uma coisa que eu gostei muito”, conta.

Nos últimos anos, no entanto, o tratamento ficou mais difícil. Problemas de saúde e dificuldades financeiras acabaram interrompendo parte da fisioterapia que ele fazia regularmente.

Pedro explica que sessões particulares custam caro e nem sempre estão ao alcance de sua realidade. “Uma fisioterapia custa cerca de 70 reais por sessão. Eu precisava fazer várias por semana. Infelizmente não tenho condição financeira para manter”, afirma.

Mesmo assim, ele acredita que, com o tratamento adequado, ainda pode recuperar mais movimentos. “Se eu tivesse uma fisioterapia mais intensiva, eu acredito que já estaria em outro estágio. Tenho certeza que poderia melhorar muito mais”, diz.

Apesar de todos os desafios, Pedro não permite que a desesperança tome conta. Para ele, desistir nunca foi uma opção. “Esperança é a última que morre. Enquanto a gente estiver respirando, tem chance. Deus pode fazer um milagre de um dia para o outro”, afirma.

A mensagem que ele deixa para outras pessoas que enfrentam situações semelhantes é simples, mas poderosa. “Não pode desistir. Tem que ter fé. Eu nunca entrei em depressão, nunca desisti. Enquanto tiver um pouquinho de esperança, a gente precisa continuar lutando”, diz.

Sete anos depois do acidente que mudou sua vida, Pedro segue acreditando que a história ainda não terminou. Para ele, cada pequeno movimento conquistado é mais um passo em direção ao sonho de voltar a andar.

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