DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
RIBEIRÃO DO PINHAL - Uma mancha roxa próxima ao olho foi o primeiro sinal de alerta na vida do pequeno Haryel Thaynan, hoje com apenas dois anos. Morador de Ribeirão do Pinhal, no Norte Pioneiro do Paraná, o menino enfrenta uma batalha difícil contra o neuroblastoma, um tipo raro e agressivo de câncer infantil que já se espalhou por diferentes partes do seu corpo.
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Segundo a mãe, Lucimara Everaldo, o sintoma surgiu quando o filho tinha 1 ano e 11 meses. Preocupada, ela procurou atendimento médico imediatamente.
“Quando apareceu a manchinha, levei ele ao hospital. Os médicos disseram que parecia uma veia e que, se inchasse ou estourasse, era para levar novamente”, contou Lucimara, em entrevista à Folha.
Durante cerca de seis meses, a mancha foi aumentando e inchando lentamente. No entanto, no último domingo (08), o quadro mudou de forma repentina.
“Começou a inchar muito, o roxo ficou mais forte. Fizemos medicação, procedimentos, mas só piorava”, relembra.
Diante da gravidade, Haryel foi encaminhado ao Hospital Universitário (HU), onde passou por diversos exames. O diagnóstico trouxe um choque para a família: câncer localizado entre o fígado e a costela. Pouco depois, o menino foi transferido para o Hospital do Câncer de Londrina, referência no tratamento oncológico.
Doença agressiva e tratamento intenso
O neuroblastoma é um câncer que se desenvolve em células nervosas imaturas e afeta principalmente bebês e crianças pequenas. Ele costuma surgir no abdômen, mas pode se espalhar rapidamente para ossos, cabeça e outros órgãos, o que torna o tratamento mais complexo nos casos avançados.
No caso de Haryel, a doença já apresentou metástase.
“O câncer é muito agressivo. Já espalhou para a cabeça e o joelho dele está muito inchado também”, afirmou a mãe.
Na manhã desta terça-feira (10), o menino passou por uma tomografia para avaliar se o câncer atingiu o pulmão.
“Se Deus quiser não vai ter. Estamos lutando. Cada dia é uma luta, mas eu acredito na vitória”, disse Lucimara.
O tratamento envolve sessões constantes de quimioterapia, com mudanças frequentes no protocolo médico, de acordo com a resposta do organismo da criança.
“Eles precisam ir mudando a quimioterapia para tentar matar o câncer. Se tivesse uma só que resolvesse tudo, seria mais fácil, mas não é assim. Eles aplicam e veem como ele reage”, explicou.
Até o momento, Haryel já passou por mais de dez sessões de quimioterapia. Em meio ao tratamento, ele ainda enfrentou a Covid-19, o que agravou ainda mais o quadro clínico.
“Quando a gente menos espera, quando ele apresenta melhora, tudo piora de novo. É só Deus para fazer um milagre”, desabafa a mãe.
Corrente de solidariedade
Desde o início da batalha contra a doença, Lucimara precisou deixar o trabalho para acompanhar o filho em tempo integral. Atualmente, apenas o pai de Haryel segue trabalhando, o que trouxe dificuldades financeiras para a família.
Diante disso, amigos, familiares e moradores da região organizaram campanhas de arrecadação, rifas e correntes de oração para ajudar com os custos do tratamento e da estadia fora da cidade.
Quem quiser contribuir pode fazer doações por meio da chave PIX: 42475652810.
“Quem não puder ajudar com valor, nos ajude divulgando e orando pelo Haryel”, pede a família.
Enquanto segue internado e em tratamento, o pequeno Haryel se tornou símbolo de fé, resistência e esperança para o Norte Pioneiro, mobilizando uma região inteira em torno da luta pela sua vida.