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Palestra em Tomazina traz tópico sobre violência enfrentada pelas mulheres dentro da política brasileira

Com o tema “Violência Política de Gênero”, o evento contou com a presença de Suzana Massako Hirama – ex-juíza da comarca e hoje desembargadora e juíza do Conselho Nacional de Justiça

DA REDAÇÃO/CNJ - FOLHA EXTRA

TOMAZINA - O Poder Judiciário de Tomazina sediou, nesta terça-feira (04), uma palestra de grande relevância sobre Violência Política de Gênero. Com a participação de autoridades de destaque, como o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, a juíza da presidência do CNJ, a desembargadora Suzana Massako Hirama e a juíza do STF, Franciele Pereira do Nascimento, o evento abordou a realidade enfrentada por muitas mulheres - não apenas no sistema judiciário, mas também no cotidiano, em casa e em todos os espaços da sociedade.

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A abertura do evento foi feita pela juíza auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), Franciele Pereira do Nascimento. Em sua fala, Franciele prestou uma homenagem às mulheres do café Matão - cooperativa de agricultoras de Tomazina e apresentou o vídeo “Ciclos - Corpos, Café e Cuidado”, que uniu o trabalho das agricultoras à necessidade dos cuidados pessoais e as conexões entre os ciclos do corpo feminino.

“Vem desde quando um homem interrompe a fala de uma mulher até o ponto de impedi-la de se pronunciar. Começa no pouco”

Já o presidente do TRE, desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, destacou que o combate à violência política de gênero foi uma das prioridades de sua gestão. Em discurso, ele fez questão de apresentar alguns exemplos de como essa violência acontece. “Vem desde quando um homem interrompe a fala de uma mulher até o ponto de impedi-la de se pronunciar. Começa no pouco”, enfatizou.

Na sequência, a desembargadora substituta e juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Suzana Massako Hirama Loreto de Oliveira, tomou a palavra, onde realizou um discurso imponente, falando sobre a importância de se garantir que as mulheres exerçam plenamente os seus direitos em espaços públicos.

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“Uma Justiça se constrói com diversidade para que outras mulheres também possam abrir e ocupar caminhos. O verdadeiro alcance dessas transformações precisa chegar à vida concreta das pessoas. É nas cidades que a democracia ganha rosto e onde a política da transformação e do respeito precisa florescer”, enfatizou a desembargadora.

Depois de seu discurso, que mostrou a real importância de garantir estes direitos para as mulheres, a desembargadora, que atuou por oito anos na comarca de Tomazina, recebeu uma homenagem de servidoras e servidores públicos do município. “É um orgulho muito grande termos uma tomazinense no Conselho Nacional de Justiça”, destacou José Roberto Vieira, um servidor aposentado.

Evento aconteceu no Fórum da Comarca de Tomazina nesta terça-feira (04). Foto: Divulgação

 

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Na segunda parte do evento, as juízas membros da Corte do TRE-PR, desembargadoras eleitorais Vanessa Jamus Marchi, Tatiane de Cássia Viese e Adriana de Lourdes Simette, juntamente ao procurador regional eleitoral do Paraná, Marcelo Godoy, promoveram um debate profundo sobre o tema. As reflexões apresentadas por eles trouxeram à tona questões essenciais, revelando com clareza onde a violência política de gênero realmente tem início.

“Quando o menosprezo é normalizado dentro de casa, ele também vai ser normalizado do lado de fora, nos espaços públicos”

Em sua fala, a desembargadora eleitoral Vanessa Jamus Marchi deixou clara sua posição, afirmando que a violência de gênero começa dentro das casas das vítimas. “Quando o menosprezo é normalizado dentro de casa, ele também vai ser normalizado do lado de fora, nos espaços públicos”, afirmou a desembargadora.

Tatiane de Cássia aprofundou ainda mais o tema, destacando que, a partir do momento em que uma mulher é atacada na política, toda a democracia está sendo atacada. “A construção do Brasil passa por mãos femininas, mesmo quando essas mãos não são reconhecidas”, enfatizou.

Já Adriana de Lourdes trouxe uma outra visão sobre o tema em debate, colocando a responsabilidade dos políticos em exercer uma política transparente e inclusiva dentro de todo o âmbito social - algo que, segundo ela, é uma necessidade no meio atual. “Há a necessidade de que a primeira porta de acesso, que são os partidos políticos, independentemente da cor ou da bandeira que carreguem, abra-se para a participação efetiva das mulheres na política”, ressaltou.

Marcelo Godoy encerrou o debate, destacando que o sistema de justiça - a Justiça Eleitoral -, tem o dever de se mostrar transparente em suas manifestações com a sociedade, utilizando como exemplo a cassação de uma chapa por fraude na cota de gênero. “A cassação de uma chapa por fraude da cota de gênero é uma decisão grave, mas nessa atuação, estamos protegendo valores importantes, bens jurídicos de interesse de todas as pessoas”, finalizou.

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