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Cooperativismo leva casal santanense da falência para o sucesso internacional
Após sofrer com reveses financeiros e emocionais, Leomar e Marisa encontraram na produção de queijos especiais a mudança de vida apoiada pelas cooperativas
Marcelo Aguiar01/10/2025Santana do Itararé
Foto: Folha Extra
Redação - Folha Extra
SANTANA DO ITARARÉ - Do momento em que se viram sem dinheiro para pagar a conta de luz ou abastecer o carro até a viagem e premiação na França, o apoio e o cooperativismo são protagonistas da história de vida do casal Leomar Melo Martins e Marisa Alexandre Martins, que encontraram na produção de queijos especiais o caminho que os levou da falência para o reconhecimento internacional.
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O casal, que vive na área rural da pacata Santana do Itararé, atualmente figura constantemente nos noticiários como vencedor de prêmios em concursos de queijos especiais no Brasil e no mundo. Mas nem sempre a alegria estampou seus rostos como nos dias de hoje. A história de Leomar e Marisa começa com momentos de tristeza, como a perda de um bebê e a falência financeira, mas também traz uma virada radical de superação que formou uma família com dois filhos e uma queijaria de sucesso. Para eles, o cooperativismo foi uma das chaves para a felicidade.
Leomar e Marisa se casaram e iniciaram o sonho de construir uma família. Com os dois bem empregados em suas áreas de atuação, no início dos anos 2000 resolveram ter o primeiro bebê. “Minha esposa ficou grávida e estávamos empolgados, mas a felicidade acabou dando lugar à tristeza devido a complicações na gestação, em que minha esposa acabou perdendo a nossa filha e, como ficou internada, não pudemos participar do funeral”, conta Leomar, emocionado.
Apesar do baque, o casal não desistiu de formar sua família e, algum tempo depois, buscou o caminho da adoção. “A dor e a tristeza não apagaram o sonho de formar nossa família. Depois de algum tempo visitando lares e enfrentando a burocracia, conseguimos adotar dois irmãos que são nossos filhos e devolveram a nossa felicidade. Começamos a nossa família”, explica Leomar.
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Com a alegria de volta à vida do casal, Leomar conta que estava bem empregado em uma cooperativa de laticínios, mas a agenda corrida fazia com que ele não pudesse passar tanto tempo com a família — fator que o levou a tomar uma decisão. “Estava muito bem empregado, mas queria estar mais perto da minha esposa e dos meus filhos. Então eu pedi a conta e resolvemos comprar um sítio. Na época, morava em Wenceslau Braz, mas o dinheiro só deu para comprar uma propriedade que estava bem abandonada em Santana do Itararé”, relatou.
Com a propriedade, Leomar comprou suas primeiras vacas e, com apoio da cooperativa Capal que fornecia atendimento técnico na área de rações e acompanhamento dos animais, chegou a ser um dos maiores produtores de leite de Santana do Itararé. “Foi nessa época que nossa vida melhorou. Nós abrimos uma farmácia, tínhamos dinheiro guardado, nossos filhos estavam com a gente, nossa família estava feliz”, relatou.
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SALVOS PELAS COOPERATIVAS
Apesar da empolgação e do sucesso, novamente a vida preparava uma rasteira para Leomar e Marisa, que nem imaginavam estar prestes a falir e ver tudo o que construíram ir por água abaixo. “Meu cunhado me chamou para entrar em uma sociedade e comprar uma frota de caminhões e nós acabamos aceitando. Nesse tempo, era dinheiro que ia e não voltava. Mas a surpresa veio mesmo em 2017, quando fui tentar fazer um financiamento no banco e me avisaram que havia uma dívida de quase meio milhão no meu CPF. Quando fui ver, era o negócio dos caminhões”, contou.
Diante da situação e da dívida inimaginável para o casal, a alegria deu lugar ao desespero. “A Capal nos ajudou muito, mesmo a gente não tendo condições de pagar a ração, eles foram segurando e a gente ia pagando atrasado, mas chegou uma hora que não tinha dinheiro nem para abastecer o carro e cortaram a nossa energia. Foi quando começamos a vender as nossas coisas e chegamos a cogitar a possibilidade de vender o sítio”, desabafou Leomar.
Além da parceria que já tinha com a cooperativa agropecuária, uma cooperativa financeira apareceu na vida do casal. “Enquanto a gente não podia financiar nada no banco, devido ao nome estar sujo com o negócio dos caminhões, o Sicredi nos ofereceu ajuda e conseguimos comprar 22 cabeças de gado e voltamos a produzir leite”, contou.
Durante a entrevista, Leomar fez questão de destacar a importância do cooperativismo em sua história de superação. “As cooperativas, mesmo naquelas dificuldades, nunca deixaram de nos ajudar. Se não fosse a Capal no apoio técnico e o Sicredi na parte financeira, a gente não teria chegado tão longe”, comentou.
Apesar do otimismo, como nesta história nada foi fácil, as vacas tiveram carrapatos e Leomar perdeu quatro das 22 cabeças, além da média de 400 litros de leite cair para 150 litros. “Aí que a gente pensou em vender o sítio de vez, mas foi quando começou a história do queijo”, explicou.
DO QUEIJO CASEIRO AO PRÊMIO INTERNACIONAL
O casal foi convidado para participar de uma feira de produtores em Santana do Itararé, para fornecer queijos que, até então, só produziam para consumo da família. “Aceitei participar sem nem saber como iria fazer. Comprei canos de PVC para fazer as formas que a gente não tinha e produzimos 70 queijos que, para nossa surpresa, foram vendidos em apenas um dia”, comemora. “Depois dessa feira, uma amiga que trabalha em uma cooperativa falou para a gente participar de um concurso em Londrina”, completou.
Mesmo sem dinheiro para abastecer o carro, Leomar e Marisa deram um jeito e conseguiram uma carona para ir até o concurso. “No caminho até brincaram com a gente falando: ‘vamos comer esse queijo que não vai ganhar nada mesmo’. Quando a gente chegou lá, na hora da premiação, eu vi que um dos queijos tinha a marca de uma redinha igual à nossa e falei para Marisa: ‘nossa, será o nosso queijo’. Aí chamaram o terceiro lugar, chamaram o segundo e a gente foi ficando desanimado, mas de repente anunciaram que o nosso queijo era o vencedor. Foi uma surpresa e alegria sem tamanho”, relatou.
Leomar ainda menciona um lado místico do queijo vencedor que reflete a devoção e a fé do casal. “Eu tirei uma foto do queijo que ia para o concurso e apareceu o reflexo de uma cruz em cima dele. Quando nós ganhamos o concurso, eu falei para Marisa que era um sinal de Deus e aí estava o nosso caminho para sair dessa situação”, contou.
Daí para frente, o queijo que recebeu o nome de Maná foi protagonista de concursos em nível estadual e nacional, colecionando títulos e medalhas, até que as fronteiras brasileiras ficaram pequenas para o produto do Norte Pioneiro. “Em um dos concursos, um dos chefs especialistas em queijos experimentou um queijo Maná e chegou a levar um para a Europa. Nós acabamos sendo convidados para participar do mundial de queijos na França e, para nossa surpresa, em um dia 11 de setembro, ganhamos o primeiro prêmio em nível internacional”, comemorou Leomar.
Com a conquista do prêmio, foi a vez do casal realizar o sonho de conhecer o país onde seu queijo foi premiado e ganhou fama internacional. “Nós ganhamos o prêmio na França, mas só o queijo estava lá. Já em um segundo concurso que participamos, eu falei para minha esposa: ‘quer saber, vamos para a França’. Aí, mais uma vez, entrou o apoio da cooperativa, pois nós não tínhamos todo o dinheiro, mas mais uma vez conseguimos o apoio do Sicredi para financiar a viagem e, quando eu vi, estávamos descendo no aeroporto e eu pensei: estou com os meus pés na França”, contou emocionado.
QUEIJARIA E GENÉTICA PREMIADA
Com o queijo produzido no Sítio Aliança ganhando cada vez mais destaque, o casal deu início ao processo de criação e regulamentação da queijaria, que atualmente conta com uma estrutura completa e moderna. A construção da estrutura contou com apoio financeiro do Sicredi, além do acompanhamento da Capal nos cuidados com o solo, alimentos e genética dos animais.
“Nessa nova fase, a produção do queijo ganhou um cuidado especial. Trabalhamos com vacas que contam com estudo de genética para que o leite seja especial para a produção dos queijos, além do apoio técnico no cuidado com o solo e a pastagem para que o leite seja próprio e voltado à produção dos queijos especiais”, contou Leomar.
COOPERATIVISMO NA COMUNIDADE
Assim como receberam apoio e cooperação nas fases mais difíceis de suas vidas, hoje Leomar e Marisa praticam o cooperativismo em sua comunidade. O casal realiza palestras em Santana do Itararé e Brasil afora, contando sua história que incentiva outros produtores, além de participar de eventos de cooperativas compartilhando seu conhecimento com outros cooperados.
Eles também participam de um projeto promovido pelo Sicredi em que recebem em sua propriedade estudantes das escolas do município que participam de um dia no campo conhecendo os animais que produzem o leite, aprendendo como é o processo de produção dos queijos e conhecendo o dia a dia no campo, trazendo diversão e conhecimento para os estudantes de todas as idades.
Além da influência direta, o trabalho de Leomar e Marisa também vem contribuindo positivamente com a comunidade do município de Santana do Itararé e até mesmo da região do Norte Pioneiro, pois o destaque dos queijos abriu as portas para outros produtos fabricados por produtores regionais, como é o caso do café especial. “Estamos desenvolvendo novos queijos e realizando parcerias, como é o caso do queijo com café que é feito com cafés especiais produzidos aqui em nossa região”, comentou Leomar.
Mesmo com todo o sucesso e a oportunidade de trilhar novos caminhos, o casal decidiu compartilhar a sua história para motivar e contribuir com a comunidade de Santana do Itararé e do Norte Pioneiro. “Tivemos apoio quando mais precisamos e hoje temos a alegria de compartilhar esse conhecimento que adquirimos durante essa jornada com outros produtores e também com as crianças que serão o futuro da nossa região. O cooperativismo é isso: um contribuindo com o outro, buscando o sucesso e desenvolvimento de toda a comunidade”, destacou Leomar.
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