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“Pensei que morreria ali”, conta morador que enfrentou PitBulls para salvar casal de idosos

Ivan Barbosa, de 38 anos, foi gravemente ferido ao proteger um casal de idosos; à Folha, contou como tudo aconteceu e falou sobre os traumas que ficaram

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

WENCESLAU BRAZ - Tragédias deixam inúmeras marcas. Sejam marcas psicológicas ou físicas, elas ficam para duas funções: assombrar aqueles que ficaram ou para lembrar algum tipo de livramento. E foi isso que aconteceu na vida de Ivan Barbosa, um jovem de 38 anos, que foi atacado por dois PitBulls em Wenceslau Braz no final do ano passado, os mesmos cachorros que, cerca de um mês depois, mataram um homem na cidade.

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Ivan pode ser considerado um tipo de herói. O jovem salvou a vida de um casal de idosos, que estava sendo atacado pelos cães no meio da rua. Sem pensar duas vezes, ele ajudou o casal, mas acabou gravemente ferido. Ivan participou de uma entrevista com a Folha, onde contou com detalhes sobre como tudo aconteceu e, segundo ele, sobre o milagre que viveu.

UM ATO HERÓICO

Tudo começou na tarde de um domingo, no dia 24 de novembro do ano passado. Ivan estava com sua família na casa da avó quando ouviu gritos na rua e saiu para ver. A cena ficou marcada em sua lembrança: uma idosa caída no meio da rua, com um PitBull em cima dela, atacando-a brutalmente.

“Quando ouvimos o barulho, minha avó disse que poderia ser uma briga, mas eu quis sair para ver o que era. Quando sai na área, vi a idosa caída no chão, com o cachorro em cima dela. Não pensei duas vezes, e pulei o muro para ajudar”, contou.

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Ao sair para a rua, Ivan partiu para cima do cachorro, com a intenção de tirá-lo de cima da idosa. “Eu sabia que ele iria me atacar, mas fui para cima dele do mesmo jeito. Não poderia deixar a idosa continuar sendo atacada”, enfatizou.

Quando Ivan saiu, pegou um pedaço de madeira que encontrou, e começou a bater no cachorro. Foram apenas duas batidas, e o objeto quebrou. “Nisso ele já veio para o meu lado. Peguei um dos pedaços da madeira e coloquei na boca dele, empurrando-o para trás, foi aí que ele se afastou um pouco”, lembra.

Neste momento, Ivan tentou levantar a idosa, que havia quebrado o quadril, e não conseguia ficar em pé. Enquanto ele tentava ajudar, o cachorro voltou para ataca-lo novamente.

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FAMÍLIA VIU TUDO

Toda essa movimentação acontecia na frente de sua família. Seus filhos, de dois, quatro e seis anos, viram toda a cena acontecendo a poucos metros de distância, separados apenas por uma grade. “Quando o cachorro veio pra cima de mim novamente, eu pensei em pular o muro de volta, mas pensei que ele poderia ir atrás, e quem sabe o que poderia ter acontecido com meus filhos né? Então decidi não pular”, disse Ivan.

Nesse meio tempo, o cachorro começou a atacar Ivan, mordendo a parte posterior de sua coxa, tentando arrastá-lo. Em uma tentativa de se livrar do animal, ele começou a bater na cabeça do animal, e foi aí que o outro PitBull apareceu.

SEGUNDO CACHORRO

“Foi aí que eu vi que tinha mais um. Enquanto eu estava tentando salvar a idosa, o outro cachorro estava atacando o marido dela, mas eu não vi. Estava focado nela e não vi o outro cachorro”, contou Ivan.

Enquanto ele batia no primeiro cachorro, o outro veio e começou a morder seu braço. Com isso, Ivan serviu como uma “isca” para os cães, e, nesse momento, vizinhos socorreram os idosos. “Quando o outro começou a me morder, eu achei que não sobreviveria. Achei que morreria na frente dos meus filhos, e não queria isso”, lembra.

JUSTIÇA

Ivan contou à Folha que não entrou com processo contra os donos dos PitBulls e, quando encontrou com eles, dias depois do acontecido, disse que não queria dinheiro, mas sim que eles usassem aquilo que seria destinado a ele para que construíssem um muro mais alto, e evitassem novos ataques.

No entanto, o casal de idosos deu prosseguimento na Justiça, e dias atrás Ivan foi chamado como testemunha para relatar o ocorrido, onde contou tudo o que foi relatado à Folha, do seu ponto de vista. Segundo ele, o casal ainda está bem machucado devido à gravidade de seus ferimentos.

SEQUELAS

Ivan ficou debilitado por três semanas, sem poder trabalhar. Ele é barbeiro na cidade, e devido aos ferimentos, ele não pode trabalhar. “Depois destas três semanas, graças a Deus eu me recuperei bem, já estou bem melhor”, disse.

Os ferimentos já estão curados, mas as cicatrizes ficaram em seu corpo, mostrando aquilo que, segundo ele, foi um livramento. “Sobrevivi por um milagre. Realmente não achei que conseguiria sair com vida”, enfatizou.

No entanto, apesar de não terem ficado sequelas físicas, o ataque criou um trauma em Ivan. “Sonho todo dia com isso. Sonho que tem cachorros me atacando. Já faz quase um ano, mas nunca mais sonhei normal depois disso”.

FILHOS

Nos filhos, o trauma também foi grande. As crianças viram toda a cena, e ainda assistiram o pai sair todo ensanguentado do ataque. “Eles não conseguem ver cachorros. Ficam nervosos. Foi um trauma mesmo”, contou.

TRAGÉDIA

Dias depois deste ataque, os mesmos cachorros atacaram o pai de sua tutora. O ataque foi brutal. Em primeiro momento, o homem foi encaminhado para Londrina, onde teve os braços amputados. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, o homem não resistiu e veio a óbito.

O caso veio à tona nesta semana, após moradores verem um PitBull atacando outros cachorros. Segundo uma denúncia enviada à Folha, estes novos ataques já resultaram na morte de dois cães em um dos bairros da cidade.

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