DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
O Brasil passa por uma transformação demográfica marcada pelo envelhecimento da população e por um desequilíbrio entre os sexos. Dados divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres seguem como maioria no país e, além disso, vivem mais do que os homens.
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Segundo o levantamento, as mulheres representam 51,2% da população brasileira, enquanto os homens somam 48,8%. Isso significa que, para cada 100 mulheres, existem apenas 95,2 homens.
A diferença se acentua conforme a idade aumenta. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), feita com base em 2024, entre os idosos com 60 anos ou mais, a proporção é de apenas 78,9 homens para cada 100 mulheres. Já entre aqueles com 70 anos ou mais, o número cai ainda mais, chegando a 72,3. Especialistas apontam que a maior mortalidade masculina em praticamente todas as faixas etárias é o principal motivo para esse desequilíbrio.
Regiões do país
O estudo também revelou variações regionais. A Região Norte é a única onde o número de homens quase empata com o de mulheres, registrando 99,3 homens para cada 100 mulheres. Em contrapartida, o Nordeste (93,0) e o Sudeste (94,9) apresentaram as menores razões de sexo do país.
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, fatores como fluxos migratórios e diferenças de mortalidade ajudam a explicar por que algumas regiões apresentam maior descompasso entre homens e mulheres.
População mais velha
Além da diferença entre os sexos, os números confirmam a tendência de envelhecimento da população brasileira. Em 2012, quase metade do país (49,9%) tinha menos de 30 anos. Em 2024, esse percentual caiu para 41,9%. Já a população com 65 anos ou mais aumentou e hoje representa 11,2% do total.
Esse movimento indica mudanças profundas na estrutura social do Brasil. Uma população mais idosa e feminina traz impactos diretos em áreas como saúde, previdência, mercado de trabalho e até na organização familiar.
O estudo do IBGE reforça, portanto, que o Brasil caminha para um futuro cada vez mais envelhecido e majoritariamente feminino, um retrato que deve se intensificar nas próximas décadas.


