Redação - AEN
MEIO AMBIENTE - O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta segunda-feira (4) um novo protocolo de segurança para orientar a população sobre como agir ao encontrar animais silvestres, especialmente grandes felinos como onças e pumas, em áreas urbanas e rurais do Paraná. A medida busca prevenir acidentes e garantir a proteção tanto de pessoas quanto da fauna, como no caso recente de resgate de um felino em Formosa do Oeste.
O atendimento especializado do IAT deve ser acionado pelo número (41) 9-9554-0553. A orientação é manter distância do animal, não tentar capturá-lo e, sempre que possível, enviar fotos para facilitar a identificação da espécie. Em situações mais graves, equipes do IAT se deslocam até o local para fazer o monitoramento. Ocorrências fora da Região Metropolitana de Curitiba são direcionadas para escritórios regionais.
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Em caso de presença confirmada ou suspeita de onça-parda ou onça-pintada, o Instituto recomenda que moradores façam barulho ao amanhecer e no fim da tarde — períodos em que esses animais são mais ativos. Tocar buzinas e até soltar rojões podem ser estratégias eficazes. À noite, é importante manter áreas externas bem iluminadas, principalmente ao redor de currais e apriscos.
Outras orientações incluem evitar caminhar sozinho, manter crianças sempre acompanhadas e, em caso de encontro direto com o animal, manter a calma, não virar de costas e se afastar devagar. Se necessário, levantar os braços e fazer barulho pode afastar o felino.
Para criadores de gado, o IAT recomenda recolher os animais à noite em espaços fechados e iluminados. Manter no rebanho animais mais velhos e com chifres pode ajudar na defesa do grupo. Pastos próximos de matas devem ser evitados, com distância mínima recomendada de 200 metros. Animais prenhes devem ser isolados em locais seguros. Cercas elétricas são indicadas para propriedades menores.
Caso algum animal do rebanho seja morto, a carcaça não deve ser removida imediatamente. A análise dos restos é fundamental para confirmar a autoria do ataque. A remoção só deve ocorrer se o cadáver estiver próximo de áreas habitadas.
O IAT destaca que a captura de grandes felinos é o último recurso, pois são espécies ameaçadas e fundamentais para o equilíbrio ambiental. A destruição de florestas e o avanço das cidades sobre áreas nativas são apontados como as principais causas para o aumento de avistamentos desses animais. Muitos filhotes jovens acabam entrando em áreas urbanas ao tentar estabelecer território.
Em caso de animais silvestres feridos, o resgate pode ser solicitado pela secretaria municipal de meio ambiente ou pelo setor de Fauna do IAT. Para denúncias de maus-tratos, tráfico de animais, caça ilegal ou cativeiro irregular, o cidadão deve acionar a Polícia Militar Ambiental pelo Disque Denúncia 181 ou a Ouvidoria do IAT.
O Instituto reforça que caçar, matar ou manter animais silvestres em cativeiro sem autorização é crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998.


