Redação - Folha Extra
POLÍTICA NACIONAL - Após o presidente Donald Trump anunciar uma taxação de 50% para produtos produzidos no Brasil e exportados ao Estados Unidos, a pressão interna vem aumentando a cada dia em solo brasileiro. Empresas já anunciaram a suspensão de produção e férias para funcionários, situação que já começa a mexer com o setor de transportes. Conforme informações apuradas pela Jovem Pan News, lideranças já planejam uma paralisação de caminhoneiros devido ao momento crítico em que o país se encontra.
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De acordo com as informações apuradas pela JPNews, esta semana começou com a aproximação de lideranças ligadas a caminhoneiros que articulam uma paralisação após a Polícia Federal realizar uma operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa estaria sendo articulada por lideranças no Porto de Santos e também no Mato Grosso.
O grupo também teria buscado apoio junto aos deputados federais Rodolfo Nogueira e Zé Trovão, ambos com forte influência no agronegócio e com os caminhoneiros. Para Zé Trovão, a ação tem que ser pontual e organizada para que não ocorra nenhum tipo de complicação para categoria, pois uma paralisação neste momento pode ganhar força e se espalhar para outras regiões do país. O principal receio é de que a manifestação saia do controle e ocorram episódios de rodovias sendo bloqueadas. “Seremos Líderes da mobilização nacional lutando pelo brasil e definindo as estratégias de onde estaremos”, complementou o deputado.
Outros motivos que fazem com que a ideia ganhe força é o próprio descontentamento dos caminhoneiros com o governo Lula e com o Supremo Tribunal Federal. No primeiro caso, há uma grande preocupação de que o governo não tenha capacidade de resolver a taxação aplicada pelos Estados Unidos, situação que afeta diretamente o Agronegócio e o setor industrial, as principais áreas que movimentam o setor de transportes.
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“Minha preocupação com a categoria é porque dependemos do agro e da indústria. Vamos acompanhar de perto, mas até o momento não há nenhuma paralisação envolvendo o transporte de cargas”, destacou Wallace Landin, um dos líderes dos caminhoneiros.
Na região Sul do país, por exemplo, empresas do setor madeireiro e de papel e celulose já diminuíram o ritmo das atividades devido a taxação aplicada pelo presidente Donald Trump. Em alguns setores, as companhias estão dando férias coletivas a funcionários e tomando outras medidas para amenizar os impactos, ao menos por ora. No Nordeste, mais de 50 containers carregados com pescados e frutos do mar foram descarregados, pois os compradores norte-americanos desistiram da compra.
Já em relação ao Supremo Tribunal Federal, há algum tempo os caminhoneiros seguem incomodados com a decisão do STF que aumentou para 11 horas o período de descanso obrigatório dos motoristas, situação que, segundo os caminhoneiros, tem prejudicado a classe.
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Wallace ainda destacou que, que é preciso agir com cautela neste momento e reforçou a desconfiança da categoria na capacidade do governo em resolver o conflito. “Nós temos que ter muita responsabilidade nesse momento. A gente precisa aguardar para ver o que de fato vai acontecer, provavelmente a gente deve ter outras sanções dos estados unidos do brasil. Estou preocupado porque ninguém negocia com alguém que está te afrontando”, comentou.
Em paralelo, líderes da Direita planejam uma paralisação nacional para o dia 3 de agosto em manifestação contra o Ministro Alexandre de Morais. “Daqui para frente, nós vamos ocupar as ruas do Brasil para ser a voz do presidente Bolsonaro”, destacou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
Nas últimas 24 horas, a notícia ganhou força nas redes sociais com forte apoio de caminhoneiros e pessoas ligadas ao agronegócio que demonstram apoio a manifestação.