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Empresas dos EUA vão apoiar o Brasil na tentativa de reverter tarifas impostas por Trump

Amcham e US Chamber emitiram uma nota conjunta, afirmando sua posição ao lado da negociação para reverter a questão

O governo brasileiro recebeu o apoio de representantes de empresas americanas para as negociações com o governo dos Estados Unidos, com o objetivo de reverter a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para lá, prevista para começar a vigorar em 1º de agosto.

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Nesta quarta-feira (16/7), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, comandou uma reunião com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), no âmbito do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, do qual participaram várias empresas norte-americanas com operações no Brasil, entre elas a Amazon, a Coca-Cola, a GM, a Caterpillar e a MedTech.

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“Tanto a Amcham quanto a US Chamber fizeram uma nota conjunta. E nessa nota, elas colocam a sua posição favorável à negociação e que se possa rever a questão das alíquotas”, destacou o vice-presidente.

Alckmin citou um trecho do documento das entidades alertando que a imposição de medidas tarifárias “como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante”.

Perde-perde

Para o ministro, a tarifa extra imposta ao Brasil representa um “perde-perde”, gerando prejuízo para ambos os países. Por isso, o trabalho conjunto com empresas brasileiras e americanas dá força às negociações para reverter a questão antes do prazo anunciado pelo presidente norte-americano.

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“Nós queremos todo mundo unido para resolver essa questão. E as empresas têm um papel importante, tanto as brasileiras, que aliás tem empresa brasileira que tem indústria nos Estados Unidos, quanto as empresas americanas. A General Motors comemorou esse ano, participei do seu centenário no Brasil. A Johnson & Johnson tem 90 anos, a Caterpillar tem 70 anos, muitas delas exportam para os Estados Unidos”, destacou o ministro.

Também participaram do encontro representantes da Dow, Sylvamo, Corteva Agriscience e John Deere, além de integrantes do governo federal.

Complementariedade econômica

Ao reiterar que o país está aberto ao diálogo, o ministro explicou que o Brasil enviou nova carta ao governo americano solicitando resposta às propostas de carta anterior, datada de 16 de maio.

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“A carta foi confidencial aos Estados Unidos enumerando um conjunto de itens que se poderia avançar no acordo comercial, sempre procurando estimular o acordo comercial, estimular complementariedade econômica e crescimento do comércio exterior, que é emprego e renda”, afirmou Alckmin.

Na conversa com jornalistas, o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, disse que a entidade tem um longo histórico de diálogo construtivo com o governo brasileiro, contou que há quase 10 mil empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos, que criam 3,2 milhões de empregos no Brasil, e reforçou que a aplicação da tarifa teria impacto negativo para os dois países.

Por isso, disse, a entidade e parceiros têm atuado junto ao governo dos dois países em busca por uma solução.

“O nosso desejo, que é um sentimento, acho que, unânime no setor empresarial aqui no Brasil, é de se buscar a construção de uma solução negociada entre os dois governos e que aconteça de maneira a impedir um aumento tarifário”, afirmou.

“O setor empresarial brasileiro e americano tem buscado contribuir com o governo brasileiro e contribuir também do lado americano, trazendo essas suas percepções”, completou.

Investigação dos EUA

Questionado sobre a investigação aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301, que parte da Lei de Comércio de 1974 daquele país, Alckmin destacou que o Brasil vai esclarecer os questionamentos, assim como já foi feito anteriormente, e destacou a atuação brasileira em pontos citados na investigação norte-americana.

“Você questionar desmatamento? O desmatamento está em queda. Aliás, o Brasil é um exemplo hoje para o mundo. Nós temos a maior floresta tropical do mundo, que é a Floresta Amazônica. O Brasil tem empenho em reduzir o desmatamento. A meta é desmatamento ilegal zero, e recompor a floresta com o fundo do clima”, explicou.

Alckmin ainda destacou medidas para redução de emissão de gases de efeito estufa, como mercado regulado de carbono, Lei do Combustível do Futuro e matriz energética limpa e sustentável.

Ele também defendeu o sistema brasileiro de Propriedade intelectual e o PIX, dois pontos que estão entre os alvos da nova investigação norte-americana. “O PIX é um modelo, é um sucesso”, afirmou.

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