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Junho Vermelho alerta para a queda nos estoques de sangue no inverno

Campanha nacional reforça importância da doação regular e derruba mitos que ainda afastam possíveis doadores

O mês de junho tende a ser um problema para os estoques dos bancos de sangue: as baixas temperaturas e problemas respiratórios afastam os doadores. Por isso, esse é também o mês da principal campanha nacional de doação de sangue, o Junho Vermelho. Mas esses não são os únicos fatores que causam baixa nos estoques. Ainda existem muitos mitos a respeito da doação.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que cada país tenha de 1% a 3% da sua população como doadora. No Brasil, esse número chega a 1,6%, de acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de estar dentro das metas, a margem é estreita e há espaço para melhorar.

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No Paraná, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) coleta em média 12 mil bolsas de sangue por mês. Em dias normais, cerca de 160 a 190 pessoas doam sangue na unidade da capital, mas a média de atendimento é de 100 doadores por dia. No total, são mais de 21 mil bolsas por mês e 252 mil ao ano. Este ano, até o momento, de acordo com informações do Governo do Estado, foram registradas 92.153 doações, sendo 21.400 apenas em Curitiba.

Essas doações são essenciais para suprir a necessidade de 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos em todo o estado, atendendo a cerca de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Cada doação de sangue, que coleta entre 450 ml e 470 ml, pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, podendo beneficiar até quatro pacientes diferentes.

Doar sangue é rápido e seguro

A médica hematologista Juliana Souza Lima, do Pilar Hospital, lembra que o processo de doação é rápido e seguro. “Em menos de uma hora, você pode salvar várias vidas e isso faz muita diferença para alguém”, sugere. Apesar de a maioria das pessoas saber que doar sangue é um ato solidário, pouca gente conhece os bastidores dessa rede de cuidado - como a validade dos componentes do sangue, os tipos mais usados em emergências e o destino de cada bolsa coletada.

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Segundo a hematologista, o sangue não é um recurso que pode ser armazenado indefinidamente. “As plaquetas, por exemplo, duram apenas cinco dias; já uma bolsa de hemácias pode durar até 35 dias em refrigeração correta. Isso mostra como a doação precisa ser constante, não apenas em épocas de campanhas. A necessidade é diária e volumosa nos hospitais, além de variar de pessoa para pessoa”, conta.

Grande quantidade de sangue é usada diariamente

A hematologista lembra, no entanto, que centenas de bolsas de sangue são necessárias diariamente nos hospitais e que, apesar de alguns doadores frequentes, boa parte da população se mobiliza quando alguém da família ou do círculo de amigos vai precisar utilizar os estoques ou de doação específica. “Também precisamos alertar que não são todos os tipos sanguíneos que são encontrados com facilidade”, reforça.
Entre os tipos mais difíceis de manter nos bancos estão o AB negativo, o B negativo e o O negativo. “Este último é especialmente importante em emergências, porque pode ser usado em qualquer paciente. Por isso, a necessidade é constante”, explica.

Quando não há sangue suficiente, cirurgias podem ser adiadas, pacientes de urgência podem ter seus quadros agravados e os que estão em tratamento - como os oncológicos ou com doenças hematológicas - ficam sem o suporte necessário. “Já vi casos em que a transfusão imediata salvou uma vida e também situações críticas em que a falta de sangue complicou muito o tratamento. São momentos que mostram como a doação é, literalmente, um ato de vida”, diz Juliana.

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Por isso, destaca, é fundamental ter um bom trabalho para derrubar esses mitos. “Além de ser extremamente seguro, doar é muito valioso para quem recebe. A ciência e a medicina evoluíram e nós aprendemos e entendemos o ciclo do sangue no corpo e fora dele”, completa.

Mitos e verdades sobre a doação de sangue

MITO: Doar sangue faz mal e enfraquece o organismo

Essa é a ideia errada mais comum e preocupante na visão da especialista do Pilar Hospital. Isso não acontece, de acordo com ela, em pouco tempo o corpo produz e recupera a quantidade de sangue que foi doada.

MITO: Doar sangue é perigoso em função da contaminação

Bancos de sangue são locais com processos e procedimentos de segurança rigorosos. Os profissionais são preparados e treinados e todo o material utilizado é descartável e esterilizado.

MITO: Doar sangue engorda ou emagrece

A doação não causa impacto no metabolismo para alterar, de forma significativa, o peso do doador.

VERDADE: Uma doação pode salvar até quatro vidas

Os componentes do sangue, como as hemácias, plaquetas e plasma, podem ser separados e usados em diferentes pacientes.

VERDADE: Há exigências de peso e idade para a doação

Sim, os candidatos devem ter entre 16 e 69 anos e peso mínimo de 50 kg, estar em boas condições de saúde e com alimentação adequada.

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