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Conheça a história das festas Joaninas e as orientações para evitar acidentes

Entre danças, fogueiras e quitutes, festas Joaninas animam a região, mas é bom ficar de olho nos cuidados para ninguém se machucar

O mês de junho traz consigo um dos períodos mais coloridos, animados e saborosos do calendário brasileiro: as festas juninas — ou, como eram chamadas antigamente, festas Joaninas. O nome original faz referência a São João Batista, celebrado em 24 de junho, um dos santos mais populares do catolicismo. Com o tempo, a tradição se expandiu, incorporando também as homenagens a Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho), tornando-se uma celebração multifacetada da fé, da cultura popular e da vida no campo.

No Norte Pioneiro do Paraná, a tradição das festas Joaninas permanece forte, especialmente nas comunidades do interior e nas paróquias que organizam quermesses e arraiás que reúnem famílias inteiras. É uma época de reencontros, de danças ao redor da fogueira, e de sabores que despertam memórias afetivas. A herança das festas Joaninas ainda é viva na forma como essas celebrações mantêm costumes do passado, reforçando a identidade local com um toque caipira, alegre e acolhedor.

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Entre os destaques, está a culinária típica, rica em sabores que aquecem o coração: pamonha, curau, canjica, bolo de milho, arroz-doce, pé de moleque e outras delícias que fazem jus à colheita do milho, símbolo central da temporada. O cheirinho de quentão com especiarias, comum nas noites frias da região, se mistura ao aroma do milho cozido e da pipoca estourando nas barracas.

As vestimentas também são parte essencial do encanto. Vestidos rodados com babados, xadrez em todas as cores, chapéu de palha, trancinhas e remendos no jeans compõem os trajes que enchem os arraiais de cor e tradição. Tudo isso é acompanhado pela dança da quadrilha, que encanta crianças e adultos com músicas, coreografias e o tradicional “casamento na roça”.

Apesar do clima de festa, a segurança deve ser prioridade. Nesta época do ano, o uso de fogueiras e fogos de artifício se intensifica, e com ele o risco de acidentes. O Corpo de Bombeiros do Paraná reforça que, ao montar uma fogueira, é fundamental escolher um local aberto, longe de árvores, postes, fiações elétricas e estruturas inflamáveis. O entorno deve ser limpo de folhas secas e o fogo jamais deve ser aceso com líquidos inflamáveis como álcool ou gasolina. É indicado manter baldes de água, areia ou extintores por perto, e nunca deixar a fogueira sem supervisão.

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No caso dos fogos de artifício, o cuidado deve ser ainda maior. Apenas adultos devem manusear os artefatos, e eles devem ser adquiridos em locais autorizados, com o selo de segurança. Fogos devem ser acesos em locais abertos, longe de pessoas, casas e animais. Se algum item falhar, nunca tente reacender. Além disso, o uso desses produtos por pessoas alcoolizadas é extremamente perigoso.

Para quem tem crianças, a atenção deve ser redobrada. Mesmo os estalinhos e bombinhas aparentemente inofensivos podem causar queimaduras e sustos. Os pequenos não devem ficar próximos às fogueiras nem manusear fogos, mesmo sob supervisão. Explicar os riscos de forma lúdica e manter a vigilância constante são atitudes essenciais para garantir a segurança dos menores.

Caso ocorra um acidente com queimadura, o mais importante é agir com calma e de forma correta. A recomendação dos bombeiros é lavar a área afetada com água corrente fria por vários minutos, sem usar sabão. Jamais aplique produtos caseiros, como manteiga, pasta de dente ou óleo — isso pode agravar a lesão. A área deve ser coberta com um pano limpo e úmido, e a vítima deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro, especialmente se a queimadura for em áreas sensíveis como rosto, mãos ou pés.

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CURIOSIDADE

Nas festas juninas, as fogueiras não são apenas símbolo de celebração, mas também carregam significados religiosos relacionados aos santos homenageados. A fogueira de São João, por exemplo, tem formato de piramidal, representando o sinal que Santa Isabel teria feito para avisar Maria sobre o nascimento de João Batista. Já a de Santo Antônio é feita em forma de quadrado, enquanto a de São Pedro tem o formato de triângulo, simbolizando a Santíssima Trindade. Cada uma dessas formas reforça a ligação entre fé, tradição e cultura, mantendo viva a herança das antigas festas Joaninas no Brasil.

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