Em Wenceslau Braz, na região do Norte Pioneiro, um gesto simples se transformou em uma poderosa corrente de solidariedade. O que começou com uma conversa no WhatsApp, em 2019, hoje reúne dezenas de voluntários dispostos a doar sangue e, com isso, oferecer esperança a quem mais precisa. Criado pela empatia e cuidado com o próximo, o grupo de doadores brasenses cresceu, e hoje conta com cerca de 100 pessoas unidas por esta causa.
O grupo começou a cerca de seis anos atrás, quando Eliziane, uma agente comunitária da saúde do município, resolveu criar um grupo para reunir pessoas dispostas a doar sangue. A ideia era simples, facilitar a comunicação entre os voluntários que iriam ajudar e organizar as idas ao hemocentro. E, até agora, tem dado resultados significativos.
De lá para cá, já são mais de cinco anos de mobilização. Em 2024, por motivos de saúde, Eliziane precisou se afastar do grupo, mas isso não fez com que os doadores parassem. A doadora Michelly Cristina Gomes dos Reis Silva, que já fazia parte do grupo, assumiu a missão de manter o grupo ativo e, junto com outros doadores, continua coordenando as ações de doação, as idas ao hemocentro e a convocação de novos doadores.
“Eu entrei no grupo como doadora, e com o tempo passei a ajudar a Eliziane a conseguir mais doadores. Quando ela se afastou, a enfermeira do hemocentro começou a me procurar pra montar os grupos, e seguimos assim até hoje”, contou Michelly à reportagem da Folha. “Não temos uma data fixa para doação. Vamos organizando os grupos conforme as pessoas demonstram interesse, e agora estamos conseguindo montar grupos com mais frequência”, disse.
E de fato, as ações do grupo têm aumentado significativamente nos últimos meses. Só neste ano, 2025, três grupos já foram organizados para ir ao hemocentro, sendo que o último saiu no dia 28 de abril, em uma van cedida pelo próprio hemocentro, que garante transporte gratuito de ida e volta para voluntários. A organização é feita com muito carinho por Michelly, que cuida de cada detalhe. “Tem um número mínimo e máximo de doadores por grupo, de acordo com a capacidade da van, então eu faço essa intermediação com o hemocentro pra tudo sair certinho”, disse Michelly.
O grupo hoje conta com cerca de 100 membros. Conforme explica Michelly, nem todos conseguem doar com frequência, mas, segundo ela, existe uma “turminha fiel” que está sempre disposta a fazer sua parte. Portanto, aqueles que se interessarem em fazer parte da causa podem entrar em contato com a Michelly através do telefone (43) 99915-3327. “Pra entrar no grupo é só querer, que eu ou uma amiga chamada Érica adicionamos. Quanto mais pessoas se unirem, melhor”, enfatizou Michelly.



