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Com alta nos preços do café, “café fake” ganha fama nas redes sociais

Produtos vendidos em embalagens idênticas ao café vem sendo encontrados em alguns supermercados do país, ganhando grande repercussão na mídia por se tratar de um “café fake”

Desde o início deste ano, o preço do café disparou, apresentado aumentos que chegam a ultrapassar 50% em relação ao valor do ano passado. O fato se dá por diversos fatores que influenciaram o aumento do preço do produto e, com os valores afetando significativamente o bolso dos trabalhadores brasileiros, uma nova onda vem tomando conta dos supermercados, os “cafakes” ou "café fakes", como repercutiu nas redes sociais.

Por mais que pareça com um dos produtos mais consumidos e que praticamente não pode faltar na casa de uma família típica brasileira, os “cafakes” aparentam ser o café original, mas trata-se de pó com aromatizante produzido a partir de cascas, folhas, palha, paus ou qualquer outra parte da planta, exceto a semente, que é a matéria-prima do café original e sua presença, em um momento que o valor do café está disparado, tem chamado atenção na mídia.

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Em entrevista recente à agência Reuters, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva, ressaltou que o produto é uma “clara e evidente tentativa de burlar e enganar o consumidor”.

A entidade identificou, por meio de denúncias, a venda do produto em Bauru, município da região centro-oeste do estado de São Paulo. Um produto chamado Oficial do Brasil foi encontrado nas prateleiras e traz em sua embalagem os dizeres “bebida sabor café tradicional”.

De acordo com Silva, mesmo que haja a indicação de que o produto não é o café torrado e moído, existe o risco de o consumidor ser enganado. Isso porque a embalagem é semelhante e o custo ser menor. Na internet é possível encontrar pacotes de 500g entre R$ 12 e R$ 14, enquanto o pó de café original é visto em prateleiras a cerca de R$ 30.

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EMPRESA AFIRMA NÃO ESTAR ENGANANDO A POPULAÇÃO

A Master Blends, a empresa fabricante do Oficial do Brasil, afirmou à Reuters que criou um “subproduto” do café, deixando claro isso na embalagem. A companhia, com sede em Salto de Pirapora, interior paulista, afirmou não aceitar que digam que a companhia está enganando os consumidores.

“Em momento algum falamos que é café, criamos apenas um subproduto para atender uma classe que está sofrendo a cada dia que passa. Este produto é composto de café e polpa de café torrado e moído; está escrito ‘bebida à base de café’ na frente e também atrás da embalagem”, afirmou a Master Blends, em nota. “Somos uma empresa que está no mercado há 32 anos, jamais enganamos o consumidor.”

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Na resposta, a Master Blends citou casos semelhantes de opções de compra aos consumidores. “O que foi feito é o mesmo já feito por outras empresas conhecidas e grandes no mercado: o que era leite condensado virou mistura láctea, antes havia bombom com cobertura de chocolate e agora está com cobertura sabor chocolate”.

A Abic, por outro lado, se diz preocupada com aqueles que podem “surfar nesta onda [do cafake] e dizer: ‘vou inventar um produto’”. A Associação destacou que o caso já foi denunciado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e também à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo Silva, apreensão com a saúde dos consumidores e a questão mercadológica motivaram o reporte às autoridades competentes.

“É preciso ter autorização da Anvisa, tem que comprovar a segurança alimentar”, afirmou o presidente da Abic. A Master Blends, por sua vez, respondeu que possui esse aval para a comercialização do seu produto.

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