Durante entrevista na segunda-feira (30), Alvaro Dias, pré-candidato pelo Podemos à Presidência da República, afirmou que se for eleito vai extinguir ministérios, reduzindo os 29 existentes hoje para 15. Quer integração de pastas, eliminando estruturas.Questionado sobre quais ministérios pretende cortar, citou Cidades, Integração e Segurança Pública. E mencionou também o da Pesca, que não existe desde 2015.
As luzes do escritório político do deputado federal Fernando Francischini (PSL), no Centro Cívico, apagou mais tarde na segunda-feira para receber os companheiros de Câmara Federal João Arruda (MDB) e Ricardo Barros (PP).
O encontro foi para discutir uma possível aliança entre o PP, PSL e MDB para sete de outubro.
A conversa foi tão produtiva que as faxineiras terminaram o serviço antes da reunião terminar, no elegante prédio da Cândido de Abreu.
Arruda é um dos coordenadores do MDB com autorização do senador Roberto Requião para discutir com outras legendas a política de apoios, os outros dois são Requião Filho e Anibellinho.
Francischini é o único a tratar do assunto no PSL.
A multiplicação de partidos com bancadas relevantes tem favorecido políticos de maior capacidade de articulação na Câmara. Em 1998, por exemplo, apenas os cinco maiores partidos tinham somados mais de 400 deputados, de um total de 513, e podiam aprovar o que quisessem. Atualmente, para obter a mesma quantidade de votos é necessário que dez partidos reúnam 100% dos deputados em torno de algum projeto.
A partir de 2019, o próximo presidente precisará articular com ainda mais partidos e o “centrão” ganha ainda mais relevância.
Ao contrário de Collor, o impeachment de Dilma demorou, não por falta de prova, mas porque mais partidos precisam se convencer dos crimes.
Para ter um gabinete de liderança são necessários cinco deputados na bancada; que só nove partidos tinham em 1998. O número subiu a 18.
A minirreforma eleitoral aprovada no Congresso Nacional e que virou lei em 2015 previu que nas eleições de 7 de outubro os votos fossem impressos e depositados em urnas lacradas.Mas em junho deste ano, o STF derrubou a regra. O argumento: a medida poderia colocar em risco o sigilo da votação.


