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Hábito crescente entre as crianças pode trazer problemas para seu desenvolvimento

Veja como o uso excessivo das telas pode prejudicar as crianças

O uso excessivo de telas por crianças tem se tornado uma preocupação crescente entre especialistas em saúde e educação. Com a popularização de smartphones, tablets e TVs, muitas crianças passam horas em frente a dispositivos digitais, e os efeitos desse comportamento vão além de simples distração.

A cena é frequente em, praticamente, todo lugar. Seja para distraí-las, mantê-las em silêncio para descansar após um longo dia de trabalho ou até mesmo para conseguir alimentá-las, muitos pais usam a tecnologia a seu favor. Porém, a maioria das pessoas não sabem ou esquecem que esse hábito pode estar trazendo consequências negativas para o desenvolvimento dos pequenos.

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Um dos efeitos mais imediatos do uso excessivo de telas é o aumento do sedentarismo. Crianças que dedicam muito tempo a atividades digitais tendem a se mover menos, o que contribui para o aumento da obesidade infantil. Segundo o diretor de Promoção da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), Rüdiger Krech, "a falta de atividade física é uma ameaça silenciosa à saúde global e contribui significativamente para o aumento das doenças crônicas”.

Outro impacto significativo diz respeito ao sono. A luz azul emitida por dispositivos eletrônicos interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono. Isso pode dificultar a hora de dormir, resultando em noites mal dormidas e em uma falta de descanso que afeta diretamente o crescimento e o desenvolvimento das crianças. A privação de sono pode resultar em irritabilidade, problemas de concentração e um desempenho escolar inferior.

Além disso, o desenvolvimento escolar das crianças pode ser afetado, já que o uso excessivo do celular pode retardar seu desenvolvimento cognitivo. “Não podemos deixar de explorar a tecnologia. Portanto, o uso em excesso pode prejudicar e muito o desenvolvimento cognitivo das crianças, principalmente na fase de alfabetização e letramento”, explica a professora e psicopedagoga Simone Luiza de Souza Silva.

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Segundo ela, quando a criança usa as telas em excesso, acaba deixando de lado as brincadeiras e momentos de socialização, fazendo com que ela não gaste devidamente sua energia, o que deve acontecer durante esta fase da vida.

Outra prática comum entre as famílias, é o uso de celular para distrair as crianças durante as refeições. Portanto, esse hábito pode estar trazendo consequências negativas para a saúde das crianças, que podem refletir em obesidade e outras doenças relacionadas ao excesso de alimentação.

Conforme explica a doutora Suellen Braga Pereira Nunes, nutricionista em Wenceslau Braz, o hábito de assistir TV ou usar o celular durante as refeições pode interferir a percepção de saciedade.

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“Quando a criança se concentra na alimentação, consegue perceber melhor a quantidade de comida que ingere”, explica Suellen. “Por outro lado, se a criança come distraída, ligada em outras coisas, como filmes ou vídeos de plataformas digitais, ela não vai perceber a saciedade, o que pode levar ao consumo excessivo e, consequentemente, ao aumento de peso, além de doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares”, acrescenta a profissional.

Além disso, a exposição a conteúdos inadequados e à violência virtual pode impactar negativamente o comportamento das crianças. Estímulos violentos e situações de agressão presentes em jogos e filmes podem influenciar suas atitudes e valores, gerando uma visão distorcida do mundo.

Diante desse cenário, é fundamental que pais e responsáveis adotem medidas para estabelecer limites saudáveis para o uso de telas. Incentivar atividades físicas, brincadeiras ao ar livre e momentos de interação social pode ajudar a promover um desenvolvimento mais equilibrado e saudável. Criar um ambiente onde as crianças possam explorar o mundo real e interagir com outras pessoas é essencial para garantir um crescimento saudável, longe dos riscos associados ao uso excessivo de tecnologia. Assim, é possível preservar o bem-estar físico, emocional e social das crianças, preparando-as para um futuro mais saudável e pleno.

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