DA REDAÇÃO/AEN - FOLHA EXTRA
Desde o final de agosto, o Brasil enfrenta um surto de intoxicação por metanol, causado por bebidas alcoólicas adulteradas comercializadas de forma ilegal. O Paraná também registrou casos: nesta segunda-feira (6), foram confirmados dois casos no estado, enquanto outros quatro estão sob investigação. Diante do aumento da ocorrência, conhecer os principais sintomas da intoxicação é extremamente importante, até mesmo pelo fato de que se parecem com sintomas de ressaca.
Com a situação se tornando cada vez mais crítica em todo o país, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) emitiu um alerta para todas as Regionais de Saúde e reforçou a importância do monitoramento, além de destacar que entender quais são os sintomas e as medidas de prevenção são de extrema importância neste momento.
Sintomas podem ser confundidos com ressaca
O metanol é uma substância altamente tóxica, e o grande perigo é que ele não altera o gosto nem o cheiro da bebida, o que torna impossível identificar a contaminação de forma caseira. Os sintomas iniciais podem aparecer de 6 a 24 horas após a ingestão e muitas vezes são confundidos com uma ressaca forte. Dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos, tontura, sonolência, falta de coordenação e confusão mental são os sinais mais comuns nesse primeiro momento.
Quando o quadro evolui, os sinais se tornam mais graves e podem surgir após 24 horas. Dor abdominal forte é um importante sinal de emergência, assim como alterações na visão, que podem se manifestar como turvação, sensibilidade à luz, pontos escuros ou até cegueira súbita. Dificuldade para respirar, respiração acelerada, convulsões e, em casos extremos, coma também podem ocorrer. Especialistas alertam que se a pessoa ingeriu bebida alcoólica e, horas depois, começa a apresentar esses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois o tratamento rápido pode evitar sequelas graves, como perda permanente da visão.
Como se proteger
A Sesa reforça que a principal forma de prevenção é comprar bebidas apenas de locais confiáveis e desconfiar de preços muito abaixo do mercado. É importante verificar se o lacre está intacto e se o rótulo está bem impresso, sem erros de ortografia ou borrões. A bebida também deve possuir registro do Ministério da Agricultura (MAPA) e selo do IPI. Produtos de origem duvidosa, especialmente destilados vendidos sem nota fiscal, devem ser evitados. Para bares e comércios, exigir a nota fiscal do fornecedor ajuda a garantir a procedência da bebida.
A orientação final é clara: na dúvida, não consuma. Se houver suspeita de contaminação ou sintomas após o consumo, procure o serviço de saúde mais próximo o quanto antes.

