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Maior seca da história aumenta focos de incêndio no Brasil

Número de queimadas é o maior desde 2010 principalmente na área da Amazônia

A mais intensa seca já registrada em partes da Amazônia está provocando um aumento significativo no número de focos de incêndio. De janeiro até a última segunda-feira, o número de queimadas alcançou o maior pico para esse período desde 2010.

De acordo com uma nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno começou no segundo semestre de 2023 e afeta atualmente 5 milhões de km², o que representa 59% do território brasileiro. A estiagem mais extensa anteriormente registrada foi a de 2015-2016, que afetou 4,6 milhões de km² (54% do país), seguida pela de 1997-1998, com 3,6 milhões de km² (42%).

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A situação é particularmente grave em uma faixa que abrange Acre, Amazonas, Mato Grosso, São Paulo e o Triângulo Mineiro, todos os quais enfrentam seca contínua há 12 meses. Outras regiões do Norte e do Sul apresentam condições mais favoráveis, com menos de 30 dias consecutivos sem chuva.

Cientistas destacam que as secas estão se tornando mais extremas e frequentes. O Pantanal enfrenta seca desde 2019, com agravamento desde 2021, e a Amazônia tem experimentado ciclos de cheias e secas extremas nas últimas duas décadas. O climatologista da USP, Tercio Ambrizzi, prevê que secas extremas continuarão a ocorrer, especialmente no Norte e no Nordeste, com a tendência possivelmente persistindo em 2025, mesmo com a formação de um La Niña.

A nota do Cemaden atribui o aumento da severidade das secas às mudanças climáticas e ao desmatamento, que reduzem a umidade do ar e do solo e, consequentemente, as chuvas. A estiagem de 2024 começou mais cedo, em abril, e desde maio não há registro de chuva em vários municípios dos Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

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Estudos recentes indicam que a seca no Norte de Minas é a pior em 700 anos, segundo uma pesquisa da USP publicada na revista Nature Communications. A aridez tem múltiplas causas, incluindo a estação chuvosa fraca em 2023 devido ao El Niño e ao aquecimento do Oceano Atlântico, que comprometeram a umidade do solo e a recarga dos aquíferos. A estação seca deste ano começou com antecipação, exacerbando a situação.

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