Pensando na aplicação e na valorização da pesquisa acadêmica, o vereador Divair da Silva (PV) apresentou uma proposta na última semana para criação do Prêmio Hamilton Vilela de Magalhães. O objetivo é realizar um concurso destinado a premiar projetos acadêmicos artísticos e científicos que possuam foco no desenvolvimento do município de Arapoti. O projeto de lei, idealizado pelo vereador, foi enviado à prefeita Nerilda Penna (PP) que vai decidir se coloca a proposta em votação na câmara municipal.
Segundo o projeto, o concurso será realizado pela Prefeitura, com apoio da Câmara, e permitirá a participação de alunos dos dois últimos anos dos cursos de graduação e pós-graduação. O vencedor seria premiado com um valor em dinheiro, e o projeto acadêmico poderia ser colocado em prática pelo município.
“Em outros municípios, como Maringá (PR) e Ribeirão Preto (SP), já existem concursos para incentivar áreas de conhecimento. A criação do Prêmio Hamilton Vilela de Magalhães é um incentivo à produção acadêmica, com projetos factíveis, que podem agregar conhecimento e novas técnicas para serem desenvolvidos no Município de Arapoti”, explicou o vereador.
“Buscamos um nome que atendesse dois quesitos: uma pessoa que fosse ligada diretamente ao município de Arapoti; e que durante sua vida tivesse demonstrado espírito empreendedor”, justificou o vereador Divair pela escolha da denominação do Prêmio.
Hamilton Vilela de Magalhães, engenheiro civil, natural de Santo Antônio da Platina, foi chefe do 14º Distrito Rodoviário em Paranavaí exercendo a função por quatro anos até eleger-se suplente de deputado federal em 1966 e suplente do senador Matos Leão em 1970. Nomeado diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná pelo governador Emílio Gomes em 1974, tornou-se senador em 23 de maio de 1978, após a renúncia do titular.
Eleito deputado federal em 1978, fora efetivado anteriormente após a eleição de Moacir Silvestri para prefeito de Guarapuava em 1968. Também foi candidato a governador do Paraná pelo PTB em 1982, sem obter sucesso. Fora da política retomou as atividades como engenheiro civil e em 2009 fundou a Academia Brasileira das Letrinhas. Em 1990 iniciou o loteamento que deu o nome de Jardim Ceres, originando o bairro homônimo.


