Departamentos de saúde da região dos campos Gerais estão em alerta depois de exames laboratoriais confirmarem, nesta semana, a ocorrência do vírus da febre amarela em um macaco encontrado morto em Ponta Grossa.
O corpo do animal foi recolhido no dia 6 de maio, mas a confirmação só ocorreu na última segunda-feira (17), embora ainda não conste no boletim oficial da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), divulgado a cada 15 dias.
Até o momento a região já confirmou a presença do vírus nas cidades de Castro (12), Jaguariaíva (8), Carambeí (3), Ipiranga (1), além de agora Ponta Grossa.
Entre o período de janeiro de 2018 a fevereiro deste ano já foram confirmados 84 casos de febre amarela em humanos no Brasil, sendo a época de janeiro a maio considerada um período sazonal para o aparecimento ou aumento dos casos no Brasil.
Idosos
A partir dos 60 anos, a pessoa precisa passar por avaliação médica antes de se vacinar, pois neste grupo é maior o risco de reações adversas causadas pela vacina. Os idosos apresentam um envelhecimento natural do sistema imune, o que acarreta em uma maior incidência de efeitos colaterais.
A decisão sobre vacinar ou não o idoso contra a Febre Amarela deve ser individualizada, levando em consideração os riscos e benefícios da vacina. Dessa forma, os idosos que residem ou precisarão permanecer por tempo prolongado em áreas de maior risco para a doença (zona de mata), que têm bom estado de saúde e que não apresentem contra-indicações à vacina podem ser candidatos a tomarem a vacina, porém é indispensável uma avaliação prévia.
Gestantes
As gestantes não recebem normalmente a vacina contra febre amarela, assim como nos idosos, existe o risco de reações adversas. Entretanto, se o vírus estiver circulando próximo a ela, deve ser avaliado o risco/benefício da vacinação e, se não houver contra-indicações, ela deve ser vacinada.
Mulheres amamentando podem receber a vacina, porém devem interromper a amamentação por 10 dias, mas levando em conta que o ideal é ofertar amamentação ininterrupta e exclusivamente até os seis meses, o risco/benefício deve ser avaliando.
O ideal é que estas pessoas que, devido a contra-indicações, não puderem receber a vacina, evitem entrar em áreas de mata, usem sempre repelente e, quando necessário, mosqueteiro.
Quanto à população em geral, todos devem ser vacinados.


