Dos políticos tradicionais do Paraná, o único que se reelegeu com uma votação maior do a da eleição anterior, foi Alexandre Curi, do PSB, o segundo mais votado para deputado estadual. Alexandre fez 2,59%, 147.547 votos. Só ficou atrás de Fernando Francischini (PSL), que fez votação recorde, guindado pela sua identificação com o presidenciável Jair Bolsonaro.
Ainda sem entender o recado das urnas, deputados paranaenses criticaram a divulgação das pesquisas eleitorais 15 dias antes do pleito eleitoral.
Apontaram que os trackings divulgados por institutos de pesquisas serviriam apenas para desestimular candidaturas, como o caso de Marcio Pacheco (PPL), coligado com a Rede, de Jorge Bernardi, que não atingiria o índice mínimo para fazer uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná.
A composição do Senado Federal mostra a pluralidade da política brasileira com 20 partidos representados.
O MDB continua com maior número, sete. A Rede e o PP têm cinco cadeiras. Na eleição de domingo foram renovadas 54 cadeiras, em 2022 serão 27. Das 54 vagas disputadas, 46 são calouros.
A casa ficou assim dividida: MDB – 7/ Rede – 5/ PP – 5/ DEM – 4/ PSD – 4/ PSDB – 4/ PSL – 4/ PT – 4/ PDT – 2/ PHS – 2/ PPS – 2/ PSB – 2/ PTB – 2/ Pode – 1/ PR – 1/ PRB – 1/ PROS – 1/PRP – 1 / PSC – 1/ SD – 1.
O Partido Novo, o PP (Partido Progressista) e o candidato derrotado nas urnas no primeiro turno, Alvaro Dias, se manifestaram na terça-feira (9) sobre um possível apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad, ou Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da disputa presidencial.
O partido Novo, de João Amoêdo, anunciou que não apoiará Bolsonaro, mas se posicionou "absolutamente contrário ao PT".
O cenário presidencial no segundo turno "não é aquele que desejávamos", de acordo com nota divulgada pelo partido. Amoêdo obteve 2,5% dos votos.
O comunicado do Novo justifica que o partido é contra o PT porque suas ideias e práticas são opostas, mas não deixa claro os motivos que o levou a desistir de apoiar Bolsonaro.
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles convenceu o MDB a permitir sua candidatura à Presidência com a promessa de que financiaria toda a sua campanha, sem usar os fundos partidário e eleitoral. Dono de um fortuna de R$ 377 milhões, Meirelles investiu ao menos R$ 53 milhões na empreitada, o maior valor entre os presidenciáveis, mas ficou apenas em 7º lugar, com cerca de 1,2 milhão de votos. Ou seja, gastou aproximadamente R$ 41 por cada voto. É o pior “custo-benefício” dos candidatos a presidente. Já o melhor desempenho foi do Cabo Daciolo (Patriota), que gastou R$ 808 e conseguiu 1,3 milhões de votos — R$ 0,0005 por voto.


