Os trechos de rodovia do Paraná (tanto estaduais e federais como concedidas e públicas) apresentaram uma leve melhora em 2018, mas a maior parte das estradas apresentam problemas. É o que revela a 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada na quarta-feira (17) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Na edição deste ano, foram avaliados 6.330 quilômetros de estradas do Paraná, dos quais 56,56% apresentavam problemas (classificação regular, ruim ou péssima, com índices de 34,9%, 17,8% e 3,8%, respectivamente). No ano passado, esse mesmo estudo apontava um percentual de 59,9% dos trechos com problemas (a classificação “regular” somava 35,5%, a “ruim”, 20,8%, e a “péssima”, 3,6%).
A leve melhora nos resultados se deve, principalmente, aos avanços com relação à sinalização – o que inclui placas de limite de velocidade, faixas centrais, laterais e defensas – elementos inseridos nas vias com a finalidade de reduzir o impacto de possíveis colisões. Neste ano, o percentual da extensão das rodovias com sinalização ótima ou boa foi de 53,7%, enquanto no ano passado havia sido de 42,1%. A melhora, de 11,6 pontos percentuais, pode ser explicada pelos avanços nos programas dedicados à adequação da sinalização, sobretudo em rodovias federais, aponta a CNT.
Por outro lado, as condições de geometria da via e do pavimento preocupam. Com relação à primeira característica, o estudo revela que 77,3% dos trechos de rodovia que cortam o Paraná são deficitárias nesse aspecto (acima da média do país, de 75,7%). O valor é um pouco melhor do que o verificado no ano passado (77,6%), mas a extensão considerada ótima teve queda (de 5,1% para 4,7%).
Já com relação ao pavimento, ele é deficiente em 53% da extensão (também acima da média nacional, de 50,9%). Na comparação com o ano passado, inclusive, houve uma considerável deterioração – em 2017, 49,5% das estradas eram consideradas regulares, ruins ou péssimas.


