No dia 6 de fevereiro deste ano, os alunos da Rede Pública de Ensino do Paraná embarcaram para uma experiência única de intercambio no Canadá, através do programa Ganhando o Mundo.
O programa foi criado pelo Governo do Estado do Paraná e pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) em parceria com os Núcleos Regionais de Educação e levou 100 alunos do ensino médio de escolas públicas para estudarem no Canadá.
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Recentemente essa experiência chegou ao fim e, agora, os estudantes estão prontos para partir em novas aventuras. No dia 6 de Julho os alunos retornaram ao Brasil e a Folha conversou com um dos participantes que contou um pouco mais sobre essa experiência e o que ela significou.
Lucas Zansavio Pereira, de 17 anos, aluno do 2° ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Joaquim Adrega de Moura, residente do município de Ribeirão Claro, contou quais foram seus momentos mais marcantes da viagem. “Jogar basquete no time da escola e esquiar nas montanhas foram as que mais me marcaram. Jogar basquete me marcou porque era uma coisa que sempre quis fazer e nunca tive essa oportunidade aqui no Brasil por conta de não ser um esporte tão popular, mas lá pude realizar esse sonho. A energia do jogo é incrível. Quando fiz meus primeiros pontos, a torcida gritou como se eu tivesse ganhado o campeonato, o que me deixou muito emocionado na hora, já que não estava esperando por isso e ninguém nunca torceu para mim igual às pessoas naquele dia. A experiência de esquiar nas montanhas foi incrível também, nunca imaginei precisar praticar esse esporte até o dia que esquiei pela primeira vez. A adrenalina de estar descendo uma montanha gigantesca e ter aquela vista belíssima das outras montanhas faz você se sentir muito livre”, conta.

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Questionado sobre o que mais gostou de aprender, Lucas conta que o esporte e a língua foram suas paixões. “O basquete e a língua inglesa foram as duas coisas que eu mais aprendi e gostei muito. Por conta do basquete ser algo comum lá, eu jogava todos os dias e dessa maneira fui aprendendo, o que fez eu me apaixonar cada dia mais pelo esporte. A língua inglesa foi algo que gostei muito também, já que é língua mais usada por lá, fui aprendendo cada dia mais até chegar em um nível bem avançado. Particularmente acho uma língua muito divertida, talvez seja por conta do sotaque ou a maneira de como ela é falada, e até tenho saudade de falar em inglês com meus amigos”, comenta.

Após meses estudando e morando fora, a volta para a casa é um alívio, mas também fica a saudade. “A experiência vale muito a pena, faz sua visão de mundo ficar muito mais ampla, tornando você uma pessoa mais aberta para aprender novas coisas, sentirei muita saudade de tudo. Na volta a úncia coisa mais difícil foi arrumar meu fuso horário. Onde eu estava era três horas à menos do que o Brasil. Nos meus primeiros dias aqui eu tentava dormir onze horas da noite e não conseguia, porque para meu corpo ainda era apenas oito horas, logo eu só pegava no sono entre duas e três da manhã. Demorou umas duas semanas para eu voltar ao normal e dormir no horário certo”, relata Lucas.
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O estudante acredita que toda a experiência, além do aprendizado da língua inglesa, trará benefícios para seu futuro profissional. “Foi uma fase de muito aprendizado e amadurecimento. Olho para mim antes do intercâmbio e é gritante a diferença entre o eu daquela época e o eu de hoje em dia. Para mim é muito legal perceber o tanto que o intercâmbio agregou em mim, em apenas 6 meses aprendi muita coisa e hoje sou bem diferente do que era antes de embarcar no avião. Agora espero colocar tudo que aprendi em prática e colher os frutos de tudo que plantei durante o intercâmbio. Quero também poder mostrar um pouco do que aprendi lá para pessoas ao meu redor, já que muito o que aprendi agregou para mim e pode agregar muito para elas”, finaliza Lucas.

GANHANDO O MUNDO
O programa de intercâmbio financiado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) oferece vivência em uma escola do Exterior com a prática da língua inglesa, hospedagem com uma família local, desenvolvimento da autonomia e ampliação dos repertórios culturais e acadêmicos dos estudantes. Os alunos desta primeira edição passaram um semestre letivo no Canadá, entre fevereiro e julho deste ano.