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Semana de História da UENP discute bicentenário da independência

Encontro visa oportunizar o contato com discussões historiográficas através de debates e apresentações

O Colegiado de História da Universidade Estadual do Norte do Paraná realiza, até 21 de outubro, a XXX Semana de História no Centro de Ciências Humanas e da Educação (CCHE). O evento visa oportunizar o contato com discussões historiográficas através de debates e apresentações, além de fomentar a produção de pesquisas acadêmicas. “Independências: conexões” é o tema proposto para o evento que traz como pauta reflexões acerca da efeméride do bicentenário do ano de 1822.

A coordenadora geral do evento, professora Taise Ferreira da Conceição Nishikawa, reforçou, durante a abertura do evento, a importância da Semana de História. “O dia 7 de setembro de 1822, enquanto marco fundador, impôs um enviesamento de uma narrativa histórica, silenciando a participação popular dentro do movimento de Independência. Ao mesmo tempo, políticas contemporâneas também utilizam das mesmas prorrogativas, visando confrontar estudos e pesquisas acadêmicas que envolvem a formação do estado”. Taíse ainda parabenizou a coordenação. “Esta noite, eu só tenho a agradecer o Colegiado por oportunizar o desenvolvimento deste encontro e aos professores que tomaram à frente da organização desta semana. Minha admiração por vocês é imensa”, partilhou.

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O coordenador do curso de História, Márcio Luiz Carreri, comentou sobre a idealização do evento. “É um projeto pensando a partir do norte de discussões contemporâneas sobre os processos de independência do Brasil, suas atualizações modernistas e modernizações conversadoras”. Carreri ainda comenta a respeito das atividades que serão realizadas durante o encontro. “Conferências, mesas redondas, minicursos e simpósios temáticos, os estudantes de História e demais interessados terão contato com estudiosos da historiografia brasileira sobre o tema e suas questões”.

O vice-reitor da UENP, Ricardo Campos, destacou, na abertura do evento, que não pode haver independência “com exclusão, preconceito, discriminação e violência”. Ainda durante a fala, acentuou que o evento realizado pelo curso da UENP possibilitará a problematização da realidade nacional. “Eventos como esse possibilitam instrumentalizar os estudantes e socializar os resultados das pesquisas relacionadas ao ensino de História, destacando a importância da História para a compreensão e busca da superação da realidade posta, na perspectiva de projeto societário contra hegemônico”.

Abertura

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A solenidade de abertura, realizada na segunda-feira, 17, contou com a palestra remota da escritora Isabel Lustosa, autora de diversas obras e artigos sobre a história política e cultural brasileira. A palestra, mediada pela professora Nashla Aline Dahás Gomozias, tratou sobre a Independência do Brasil como um ato constitucionalista e sobre a necessidade de encarar este momento histórico como um movimento elitista, com fins políticos específicos. Durante quarenta minutos, a professora e pesquisadora discorreu sobre questões pertinentes à formação do estado brasileiro e suas peculiaridades, abrindo espaço para debates e questionamentos ao final da apresentação.

Participaram também do evento a pró-reitora de Graduação, Juliana Teles Faria Suzuki; a diretora de Admistração do Ensino, Carla Gomes de Araújo; o coordenador do Mestrado Profissional em Educação, Flávio Ruckstadter; professores do curso, além de estudantes da graduação e pós-graduação. 

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