Os cafeicultores José Eduardo Correa Ferraz, de Ribeirão Claro, e Valdeir Luiz de Souza, de Ivaiporã, venceram a 16ª edição do Prêmio Café Qualidade Paraná, concorrendo com grãos preparados no processo natural e cereja descascado. Nas mesmas categorias, mas disputando com microlotes, venceram os produtores Márcio Rosa Fávaro, de Pinhalão, e Valdir Constantino, de São Jerônimo da Serra. Os finalistas foram anunciados em solenidade realizada no município de Pinhalão. Cada um deles tem garantida a compra do lote por R$ 1 mil a saca, pelos patrocinadores do concurso.
Os finalistas representarão o Paraná no Concurso Nacional de Qualidade do Café, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Os produtores que chegaram de segundo a quinto lugar também têm garantia de compra, respectivamente por R$ 850, R$ 800, R$ 750 e R$ 700 a saca.
Ainda como prêmio, os finalistas até a terceira colocação receberam TVs e equipamentos eletrônicos oferecidos pela empresa Agropecuária Rodrigues.
REALIZAÇÃO E DISPUTA
O Prêmio Café Qualidade Paraná é uma realização da Câmara Setorial do Café do Paraná, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Emater, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina e Prefeitura de Pinhalão. O concurso tem o patrocínio da Sicredi, Faep/Senar, Bratac, Ocepar, Sebrae, Cooperativa Integrada, BRDE e, ainda, o apoio da Cocari, Cocamar, Copacol, Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) e Sociedade Rural do Paraná (SRP).
O Prêmio Café Qualidade Paraná 2018 envolveu as regiões de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina, Maringá, Santo Antônio da Platina e Toledo. Para chegar à final, os vencedores superaram 320 competidores, que iniciaram o certame em seletivas nas várias zonas produtoras do Paraná.
A competição se dá em duas categorias, conforme o processo de finalização da colheita – cereja descascado e natural. No primeiro método, a polpa do grão maduro é retirada para diminuir o tempo de exposição ao sol no terreiro, enquanto no segundo o grão vai inteiro para a secagem. Cada zona produtora promove um concurso regional e seleciona o melhor lote de cada categoria para competir na fase estadual.
Para participar, o cafeicultor inscreve lotes de seis a oito sacas de 60 quilos. Pequenos produtores familiares podem concorrer com os chamados “microlotes”, de duas ou três sacas.Os lotes classificados nas fases regionais seguiram para a disputa de âmbito estadual. Aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e balanço da bebida são os quesitos avaliados, conforme metodologia SCAA (Associação Americana de Cafés Especiais) em busca dos melhores cafés do Paraná em cada categoria.
A prova de xícara dos lotes que chegaram à final foi realizada no Centro de Qualidade do Café do Iapar, por degustadores de empresas e cooperativas.
Confira a classificação completa do concurso:Natural:1º José Eduardo Correa Ferraz - Ribeirão Claro2º Evilásio Shigueaki Mori - Cambira3º Edson Lopes - Mandaguari4º Flávia Jacob Saldanha Rodrigues - Jacarezinho5º José Roberto Rocco - Mandaguari
Natural (microlote)1º Márcio Rosa Fávaro - Ivaiporã2º Bruna da Silva Souza Rosa - Tomazina3º Gilberto Silva Bengose - Mandaguari4º Marcelo Galdino dos Santos - Cambira5º Lisiane Aparecida Veiga do Prado Ravar - Ivaiporã
Cereja descascado1º Valdeir Luiz de Souza - Pinhalão2º Guilherme Henrique Fiorucci - Cambira3º Luiz Roberto Saldanha Rodrigues - Jacarezinho4º Claudemir Alves de Souza - Pinhalão5º Samuel Bartolomeu Fiorucci - Cambira
Cereja descascado (microlote)1º Valdir Constantino - São Jerônimo da Serra2º Juarez Colatino Barros - São Jerônimo da Serra3º Maristela Fátima Silva Souza - Tomazina4º Leandro Cesar Soares - São Jerônimo da Serra5º Sandra Aparecida de Freitas Godói - Tomazina


