Nem todo mundo tem um carro a disposição ou, até mesmo quem tem, por diversos fatores muitas vezes acaba preferindo deixar o carango na garagem e realizar suas atividades utilizando outros meios de locomoção, como é o caso do transporto público. Na maioria das cidades, o bom e velho “Busão” quebra o galho de muita gente, mas nos últimos anos o custo da passagem tem pesado no bolso do usuário. Esse Não é o caso dos moradores do município de Wenceslau Braz, na região do Norte Pioneiro.
Um levantamento realizado pela Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU) divulgado em maio deste ano coloca o município brazense entre as 38 cidades brasileiras que não cobram pelo serviço de transporte público, em Wenceslau Braz, a famosa “Circular”.
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Ainda de acordo com a NTU, outro município que segue o mesmo modelo e mantém a tarifa zero para os usuários é Ibaiti, fazendo com que a região do Norte Pioneiro figure entre as 38 cidades brasileiras com dois representantes.
Os dois municípios Norte Pioneirenses se encaixam bem nos parâmetros apontados pelo NTU das cidades que mantém a gratuidade ou algum nível de isenção no transporte público. Conforme aponta o estudo, a maioria são municípios de pequeno porte com população de até 60 mil habitantes e média de 160 ônibus.
Para que a população não precise bancar o “Bilhete”, nestes casos o custo operacional é pago pelas prefeituras, seja através da terceirização da frota ou operação própria. No caso de Wenceslau Braz, por exemplo, os veículos, funcionários, combustível e manutenção ficam sob responsabilidade do Executivo Municipal.
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A medida teve início no ano de 2009 durante a primeira gestão do atual prefeito Atahyde Ferreira dos Santos, o Taidinho. Até então, na gestão anterior era cobrado o valor de R$ 0,50 por viagem sendo a maioria entre Bairros aos Centro e vice e versa. A medida caiu nas graças dos brazenses e acabou sendo mantida nas gestões posteriores e segue sendo praticada até os dias atuais.
O presidente executivo da NTU, Francisco Christovam, explica que mesmo de maneira gratuita, alguém tem que pagar a conta. “Tarifa zero não significa custo zero. Portanto, se a prefeitura bancar os custos, não há problema algum. Isso é uma decisão política e de orçamento de cada município”, comenta.
Apesar de parecer uma “obrigação” das prefeituras ou algo normal para os moradores desses municípios e que já estão acostumados com a isenção, a tarifa zero não é uma tendência na maioria esmagadora dos municípios brasileiros, conforme destaca Francisco. “Não vejo um movimento nesta direção. Depende do orçamento de cada município e de uma série de características específicas. Devemos pensar em diferentes modelos adequados aos diferentes municípios”, avalia.
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Para se ter uma ideia, a título de comparação, por exemplo, na capital paranaense o valor da passagem está na casa dos R$ 5,50 por viagem, levando-se em consideração que há a integração de linhas. Já na cidade de Londrina, na região Norte do Estado, o valor da tarifa é de R$ 4,00.
Além de Wenceslau Braz e Ibaiti, confira as outras 36 cidades citadas no levantamento da NTU: Agudos/SP; Anicuns /GO; Artur Nogueira/SP; Caeté/MG; Campo Belo/MG; Caucaia/CE; Cerquilho/SP; Cláudio/MG; Eusébio/CE; Formosa/GO; Holambra/SP; Itapeva/SP; Itatiaiuçu/MG; Ivaiporã/PR; Lagoa da Prata/MG; Macatuba/SP; Mariana/MG – (prazo de 180 dias, em caráter experimental); Maricá/RJ; Matinhos/PR; Monte Carmelo/MG; Muzambinho/MG; Paranaguá/PR; Parobé/RS (pelo prazo de seis meses); Pirapora do Bom Jesus/SP; Pitanga/PR; Porto Real/RJ; Potirendaba/SP; Presidente Bernardes/SP; Quatro Barras/PR; São Joaquim das Bicas/MG; São Lourenço da Serra/SP; São Luís/MA; Silva Jardim/RJ; Vargem Grande/SP.