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UENP e UEL firmam parceria para prevenção de pragas em plantações

Objetivo do programa é desenvolver um biofungicida microbriano para prevenir pragas e doenças nas lavouras

O Paraná segue se firmando cada vez mais entre as principais referências na produção agrícola no Brasil e no mundo. Esse sucesso é resultado do empenho e dedicação dos produtores paranaenses e conta ainda com o auxílio da ciência e tecnologia para melhorar cada vez mais os resultados das colheitas e enfrentar novos desafios.

É nesse contexto que a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) firmaram uma parceria para trabalhar na área de prevenção a doenças e pragas nas lavouras. O termo de cooperação entre as duas instituições de ensino foi assinado nesta quinta-feira (02). Além das duas universidades, o projeto ainda conta com a participação da empresa paulista Leaf Agrociência que atua no ramo de insumos agropecuários.

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O projeto tem como objetivo promover estudos para o desenvolvimento de um biofungicida microbiano, isso é, um tipo de pesticida que utiliza microrganismos para prevenir pragas em plantações e lavouras.

A UENP já traz em sua bagagem um certo conhecimento sobre o assunto, visto que os pesquisadores da instituição já desenvolveram um produto microbiológico utilizado para o controle da ferrugem asiática, um pesadelo para os produtores de soja no Brasil. A iniciativa faz parte da Technology Readiness Level (TRL) que, em tradução livre para o português, significa Nível de Maturidade Tecnológica. O projeto ganhou relevância e, no ano passado, foi finalista do Programa Intelectual com Foco no Mercado (Prime) e conquistou sua patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

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A coordenadora do projeto, professora Mayara Costa da Cruz Gallo de Carvalho, que faz parte do Centro de Ciências Biológicas da UENP, falou sobre a descoberta do microrganismo de combate a ferrugem asiática. “Ele crescia como um contaminante dos experimentos, impedindo a multiplicação do fungo causador da doença que prejudica a cultura da soja. Passamos a purificá-lo e testá-lo em ensaios de controle da doença e obtivemos bons resultados, o que levou ao registro da patente”, explicou.

O governo estadual também é parceiro na iniciativa com investimento de R$ 263,6 mil por meio do Fundo Paraná, sendo R$ 159 mil para investimentos e R$ 104 mil para despesas de custeio. O restante dos recursos será custeado pela empresa parceira do projeto.

Neste novo projeto, os estudos devem servir como base para o desenvolvimento de um produto bioquímico com origem microbiológica para controle da ferrugem asiática. “Essa cooperação vai permitir escalar a tecnologia e concretizar essa ideia, na forma de produto disponível comercialmente para o mercado”, pontuou Mayara.

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Já na UEL, os pesquisadores atuam no desenvolvimento de produtos biológicos de primeira e de segunda geração. A partir do estudo iniciado na UENP, será desenvolvido um produto de segunda geração, em que os princípios ativos do produto final serão metabólicos produzidos por microrganismos e não os microrganismos em si.

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, destacou a importância do projeto para o crescimento do agronegócio paranaense e brasileiro. “Os resultados dessa pesquisa devem impactar as atividades de produtores nacionais de soja, de forma ambientalmente mais sustentável, com potencial de exportação da inovação tecnológica para outros países que também enfrentam problemas relacionados à ferrugem asiática”, afirmou.

Ainda de acordo com os pesquisadores, a tecnologia dos defensivos biológicos representa uma alternativa complementar no manejo das plantações e lavouras, sendo um reforço ou até mesmo substituta para o uso de defensivos químicos. Como resultado, pode-se alcançar uma produção de alimentos com baixa toxicidade e livres de pragas.

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