Com a eleição de David Alcolumbre (AP) para a presidência do Senado, o DEM passa a, pela primeira vez, comandar ao mesmo tempo as duas casas do Legislativo. Essa situação começou a ser desenhada na sexta-feira (1/2), quando Rodrigo Maia confirmou o terceiro mandato à frente da Câmara.
Para um partido com bancada de apenas seis representantes no Senado e 29 na Câmara, esse é um fato surpreendente. O DEM também é o partido com mais espaço no governo. Além do ministro Onyx Lorenzoni na Casa Civil, os titulares das pastas da Agricultura, Tereza Cristina, e da saúde, Luiz Henrique Mandetta, são filiados à legenda, embora não tenham chegado aos cargos por indicação da direção partidária.
A presença simultânea das duas cadeiras mais importantes do Congresso e na Casa Civil posiciona o partido em pontos estratégicos do Executivo e do Legislativo. No Planalto, Onyx terá poderes nos rumos do governo e, também, para ditar o ritmo dos projetos encaminhados para o Parlamento.
Sob qualquer ângulo, nunca o DEM teve tanto poder. No melhor momento da legenda, quando ainda se chamava PFL, o partido governou em aliança com o PSDB durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Tinha o vice-presidente, Marco Maciel, e o presidente da Câmara, Luiz Eduardo Magalhães (BA), de 1995 a 1997, ou do Senado, Antônio Carlos Magalhães (BA), de 1997 a 2001 – um de cada vez.
Na época em que dividia poder com tucanos e pemedebistas, o partido chegou a 105 deputados e 20 senadores, eleitos em 1999. Dois fatos desse período determinaram a decadência do DEM. O primeiro foi, ainda, em 1998, quando o deputado Luís Eduardo morreu aos 43 quando era preparado para, em 2002, candidatar-se e presidente da República.
Fonte: Metrópoles


