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O Último dos Cerrados

O Último dos Cerrados

Jaguariaiva

Parque de Jaguariaíva conserva o último cerrado do sul do Brasil

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Com 1830 hectares, o Parque Estadual do Cerrado conta com fauna e flora ricas e é constantemente visitado por pesquisadores; riqueza ambiental e belas vistas ainda atraem centenas de visitantes.

O Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva, leva o nome do último local do sul do Brasil a ainda ter este tipo de vegetação. No entanto, se engana quem acha que apenas o cerrado é o chamariz dos 1830 hectares que compõe a área de preservação ambiental. Ali se encontra fauna e flora extremamente ricas, além de vistas privilegiadas, como do canyon do rio Jaguariaíva.

A equipe de reportagem da Folha Extra chega ao parque após aproximadamente 15 km de uma castigada estrada de terra, que tem início nas proximidades da estação da Copel no município. No entanto, placas de orientação levam quem não conhece com precisão até a entrada do parque.

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De cara já se nota que a paisagem renderá belas fotos. Uma charmosa ponte de madeira dá o acesso aos turistas que chegam até a base do parque. O sol do meio-dia não é capaz de disfarçar o ar frio que domina o local, fato esse confirmado logo por funcionários, que explicam que temperaturas extremamente baixas são rotina por ali.

Um grupo de idosos visita ao parque e logo começa o passeio pela trilha com alguns poucos quilômetros, que corta cerrado adentro e dá uma noção precisa da riqueza ambiental presente por ali.

Infelizmente, se por um lado a flora é notada facilmente e com abundância, a fauna se limita apenas a relatos dos funcionários – embora nem equipe de reportagem, nem idosos e nem os trabalhadores do parque mostravam maior interesse em se deparar com uma onça, por exemplo, já que reza a lenda que alguns representantes desta espécie passeiam no parque.

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Depois de quase uma hora de caminhada em meio ao cerrado chega-se a um mirante com uma visão impar: todo o canyon do rio Jaguariaíva de frente aos olhos dos visitantes. Uma parada para um breve descanso e uma (muito) merecida apreciada na paisagem.

Logo depois a trilha recomeça e a falta de sombras em virtude da baixa estatura deste tipo de vegetação começa a castigar os trilheiros de todas as idades. Mais uma parada sobre um grupo de pedras, ainda com vista para o rio Jaguariaíva, é o último ponto de descanso antes de seguir a trilha de volta para a base.

Sade Matocheck, condutor do parque, conta que o local recebe muitos turistas, porém chama a atenção o número de pesquisadores que freqüentam o parque. “Outro dia tinha um pesquisador do Rio Grande do Sul, e hoje está para chegar mais pesquisadores. Direto tem esse pessoal catalogando plantas e animais aqui do parque”, conta.

Além disso, o guia ainda lembra que o movimento maior de turistas é nos finais de semana, mas que escolas também fazem excursões rotineiramente com destino ao parque.

Sem ter área para camping ou pernoites para os visitantes, porém, os turistas são obrigados a se retirarem do local antes do anoitecer por uma norma interna do ponto turístico.

A guia turística da prefeitura de Jaguariaíva, Edna de Souza, explica que embora o município tenha outros parques em sua extensão territorial, este é o mais procurado. “Muitas pessoas de outras cidades e até outros estados entram em contato conosco para ter informações a respeito do Parque do Cerrado e nós sempre procuramos agendar excursões de alunos e de moradores em geral para cá, já que o lugar tem muito a oferecer”.

Quem administra o parque é o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e para se agendar visitas o telefone é (41) 3213-3819 ou (41) 3213-3462.

História

O Parque Estadual do Cerrado foi criado pelo Governo do Estado através do Decreto 1232, de 27 de março de 1992 com área de 420,4 hectares. Em 2007, pelo decreto 1527 de 02 de outubro, o parque foi ampliado, culminando com 1830,4 hectares, abrangendo inclusive terras do município de Sengés. Entre 2010 e 2011 o local ficou fechado para a elaboração de projetos e obras de revitalização. Atualmente o parque é considerado modelo em gestão sustentável, sendo a única unidade de conservação a utilizar energia solar com painéis fotovoltaicos e tratar de seus efluentes.

 Objeto de estudo

O objetivo desta Unidade de Conservação Estadual é de preservar a flora e fauna típicas deste cerrado. O parque apresenta características naturais de relevante valor ecológico e paisagístico além de exercer a função de preservação e conservação dos ecossistemas, garantindo a perpetuação das espécies, o desenvolvimento de pesquisas científicas, educação ambiental e turismo nestas áreas naturais.

O parque representa o marco meridional do cerrado do sul do Brasil e abriga inúmeras variedades da flora e fauna brasileira. É habitat natural de inúmeras espécies como: lobo-guará, veado, gralha do cerrado, gavião de casaca e coruja branca. Aparentemente é um cenário árido, de árvores retorcidas e sem vida, mas durante uma visita se descobre um local de rara beleza, de flores exuberantes e de grande riqueza biológica. Por exemplo, só de borboletas são mais de 200 espécies catalogadas.

Por LUCAS ALEIXO

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