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Opinião: Reflexão contra o crime

Opinião: Reflexão contra o crime

Todo crime é evitável, previsível e jamais será uma solução. Nada justifica perder a liberdade e a paz por um capricho, por uma estupidez ou por uma amenidade qualquer. Qualquer pessoa poderá se encontrar à beira de uma situação difícil e pré-delituosa; nesses momentos reflita, seja forte, resista, tenha fé. O crime não compensa, pelo menos, para quem o pratica. A verdade pode ser a última, mas aparecerá.

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Somos susceptíveis a alguns padrões de comportamento, no entanto, os que predominam nas nossas atitudes são o sentimento humano, o equilíbrio, a legalidade e a fraternidade. Por outro lado, temos que conhecer o sofrimento, a decomposição social e a desestruturação familiar daquele que já se desencaminhou pelo crime, para que saibamos valorizar a suada conquista dos objetivos, ainda que poucos e pequenos, diferenciando-os das nocivas práticas aventureiras e outras impensadas. O mundo pode ser cheio de defeitos, mas é construído de grandes obras. Para onde vamos, podemos ir por dois caminhos: pelo mais fácil, pode ser mais rápido, porém, logo chegaremos ao abismo; o outro é o da competição, antes suamos muito, mas, ao final, subiremos ao pódio. Ninguém pode seguir nem repetir erros alheios e soluções exemplares é tudo que podemos e devemos demonstrar ao público e a nós próprios. Evitar qualquer crime é a maneira mais gostosa de se viver em paz. A liberdade tem um preço, mas é compensador. Uma paixão, emoção, carência, insolvência, insatisfação ou decepção nada poderá ser a justificativa de uma consequência delituosa, para não acordar no crime para sempre. Quaisquer destes fatos devem ser entendidos como uma transição, circunstanciais, logo, superáveis com o tempo. A liberdade está acima de qualquer necessidade.

Imaginemos uma cena com qualquer criança à porta de uma cadeia a fixar um triste olhar incidente, contemplando seu desconsolado pai, o qual cumpre pena ou aguarda a liberdade provisória, a absolvição, a condenação ou a confirmação da sentença, e que entra em pânico ao imaginar uma maior privação da liberdade; ansioso, aguarda o perdão, pois argumenta que seu erro foi só para saciar a fome da família e não sabia que seu gesto era um delito e punível com reclusão. Quanta desolação. Quanto desconsolo para o filho.

A sociedade está atônita em razão dos elevados índices de crimes hediondos e outros igualmente abomináveis. Aos criminosos profissionais somente a condenação lhes convém, ainda que não os corrija; aliás, a eles, isso pouco interessa. Desta árdua escalada cuida o Estado. Da preservação da nossa liberdade, cuidamos nós. Dirijo-me aos humanos direitos, os quais devem ser sempre previdentes. A preocupação com a nossa liberdade faz alcançar um estado de plena satisfação, basta saber renunciar às supostas “boas” tentações.

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O que causa mais angústia à família e aos amigos é quando uma pessoa de boa índole que, por involuntária negligência, violenta emoção e por ilusória impressão de saber enganar a todos, quando por lapso se envolve na prática de um delito, ainda que sendo de insignificante expressão, é de conseqüências desastrosas, passando da condição de cidadão comum e querido à situação de delinquente e esquecido, que, doravante, viverá à margem da sociedade como criminoso. O certo é que todos ficam constrangidos ao saber que uma pessoa honrada tenha cometido algum delito, às vezes até por legítima defesa, sobretudo, fazendo deprimir o autor, o qual passa a ser tratado como um réu qualquer; infelizmente.

O mais grave é que algumas pessoas não refletem quando estão à beira de circunstâncias pré-delituosas reagindo de forma refratária ou com imprudência frente a certas tentações, ao sabor das obscuras influências ou em razão de um quadro de carência passageira, entregando-se ao domínio da paixão, da avareza ou da inconsequência, para satisfazer aos desejos subalternos ou imediatos, priorizando o sentimento malévolo e ilegal, em detrimento da melhor postura, da razão, da ética, da lei e dos direitos alheios, envolvendo-se numa situação de difícil solução e de extrema complexidade para si, para a família, para a vítima e para a sociedade. Caiu no crime. Vai ter que se levantar sozinho e às suas custas.  Nessas difíceis ocasiões, antes de qualquer atitude, a Fé e o exercício da reflexão ajudam numa saída honrosa. Sejamos fortes e venceremos as crises.

Por MANOEL DAMASCENO

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