Quem não gosta de entrar em uma loja e ser bem atendido? Na verdade, na maioria das vezes os consumidores levam esse quesito em questão na hora de fazer suas compras e preferem até pagar um pouco mais desde que aquele comércio o ofereça um atendimento de qualidade. No entanto, parece que boa parte dos empresários brazenses se esquece disso, o que gera reclamação de muitos clientes quanto ao atendimento no comércio local.
O assunto é alvo de constantes discussões dentro da Associação Comercial e Empresarial de Wenceslau Braz (Acebraz), segundo o presidente Gilson Moraes. Para ele, há uma falha visível por parte do empresariado em proporcionar treinamento aos seus funcionários e até mesmo de se capacitarem a melhor atender seus clientes. “A associação facilita esse tipo de capacitação trazendo palestras, cursos, workshops e muitas vezes os donos das empresas não liberam o seu colaborador para fazer essa capacitação”, explica.
De acordo com Moraes, as palestras e treinamentos que mais lotam são aqueles que têm relação com crédito, formas de conseguir financiamento, etc. Porém, os treinamentos voltados aos funcionários geralmente não alcançam 50% do público máximo. “O próprio empresário não abre esse espaço para o funcionário, talvez por não querer capacitar o colaborador e depois perdê-lo para o concorrente ou mesmo para empresas de outras áreas. É necessário investir em outras maneiras de segurar o colaborador”, afirma o presidente da Acebraz.
Para ele, o funcionário tem que ser incentivado a atender bem, mas há grande resistência dos empresários em investir em seus colaboradores.
CONSEQUENCIAS
O mau atendimento no comércio faz com que o público vá buscar outras empresas que oferecem o mesmo serviço, já que é natural que o cliente queira ser bem atendido. Para Moraes, quando o consumidor é mau atendido em qualquer setor comercial, a primeira coisa que ele pensa ao sair da loja é que não vai mais voltar àquele comércio, além disso, ele também acaba comentando sobre o assunto com parentes e amigos que podem nem procurar os serviços daquele local por conta disso.
Ele ainda conta que Wenceslau Braz é um pólo comercial para cidades vizinhas como São José da Boa Vista, Tomazina, Siqueira Campos e Santana do Itararé, mas se os comerciantes não se aperfeiçoarem no atendimento, entre outros requisitos, “é possível que percamos boa parte dos clientes para o comércio de outras cidades como Siqueira Campos”, afirma Moraes. “Amanhã ou depois o dono da loja vai pôr a culpa do seu fracasso no governo, no clima, na copa, quando na verdade a culpa é sua mesmo”, continua.
Para tentar sanar ou pelo menos diminuir esse problema, a Associação conta hoje com uma diretoria mais dinâmica, provinda de diversos setores empresariais e comerciais de Wenceslau Braz. “Assim podemos trazer mais conhecimento e qualidade para a associação”, diz.
A Acebraz fornece regularmente cursos com a finalidade de capacitar funcionários e empresários. Tanto que o presidente adianta que está em conversas com um palestrante para ministrar uma fala e posteriormente um workshop, ambos voltados exclusivamente para vendas, sendo que um dos tópicos, obviamente, é o atendimento ao cliente.
Mesmo assim, Moraes não acredita que a maioria dos comerciantes locais vá aderir ao curso. “Quando falamos de um treinamento como esse, é muito difícil de conseguir fazer com que os interessados o façam. Não só os funcionários, que na maioria das vezes não tem o interesse em buscar mais conhecimento, como também os empresários”, completa.
O empresário que quiser saber novidades sobre cursos, palestras e workshops de capacitação basta ficar ligado no site ou no Facebook da Associação para saber datas e preços.
Guilherme Capello


