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Roberto Requião, candidato do PMDB ao governo do Estado, promete apoio e fortalecimento da UENP

Roberto Requião, candidato do PMDB ao governo do Estado, promete apoio e fortalecimento da UENP

[caption id="attachment_2313" align="aligncenter" width="600"]entrevista-requiao-norte-pioneiro "Quanto à segurança do Norte Pioneiro, meu compromisso é: o Paraná voltará a ter governo e o governo do Paraná vai cuidar da segurança do Norte Pioneiro"[/caption]

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Na sequência da série O Futuro do Estado, que consiste em entrevistas exclusivas com os candidatos ao governo do Estado tendo como pauta em especial o Norte Pioneiro, hoje é a vez do senador Roberto Requião (PMDB) apresentar suas propostas à região.

Vale lembrar que a série segue a ordem alfabética dos candidatos, e o entrevistado de hoje seria Ogier Buchi (PRP), porém o advogado simplesmente não respondeu às perguntas mesmo após constantes contatos da equipe de reportagem da Folha Extra.

Assim, seguindo a ordem alfabética, chegou a vez de Requião. O senador, que é advogado e jornalista, tem uma ampla carreira política no Paraná, já tendo ocupado os cargos de deputado estadual, prefeito de Curitiba, senador e governador por três mandatos. Seu vice na atual disputa é a deputada federal Rosane Ferreira (PV).

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FOLHA EXTRA - A UENP é uma das universidades estaduais que menos recebe recursos. Há ainda carência de cursos de graduação e pós. Qual será sua postura, caso seja eleito, para fortalecer essa importante entidade para o Norte Pioneiro?

 

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ROBERTO REQUIÃO - Nesses últimos quatro anos tudo desandou no Paraná. O mais grave é o que está acontecendo na área educacional. No ensino o fundamental e médio o retrocesso é medido pelos índices de avaliação do MEC; no ensino universitário, caíram os investimentos, o que também pode refletir na qualidade dos cursos. De volta ao Governo, vamos fazer o que o atual ocupante do Palácio Iguaçu deixou de fazer: investir fortemente em educação. Nossas Universidades Estaduais voltarão a receber recursos adequados para atender os paranaenses. A UENP, seus funcionários, professores e alunos, tem desde já o meu compromisso de fortalecimento da unidade e de ampliação de seu leque de cursos de graduação e pós. Não se trata de um bicho de sete cabeças. Basta ter governo que a UENP será atendida. De 2003 a 2010 investimos mais de R$ 6 bilhões em Ensino Superior.

 

 

FE - A grande maioria dos hospitais do Norte Pioneiro apresenta estrutura precária e a falta de médicos e UTIs é uma realidade na região. Assim, existe uma dependência muito grande do Hospital Regional em Santo Antônio da Platina, que também encontra problemas pontuais. Como você vê essa questão e de que maneira pretende melhorar a saúde na região?

 

RR - Construímos, reformamos e ampliamos 44 hospitais, entre 2003-2010. Construímos mais de 200 Clínicas da Mulher e da Criança, para combater a mortalidade materno-infantil nos municípios de menor índice de desenvolvimento econômico-social. Reformamos e ampliamos o Hospital de Santo Antônio. Saímos do governo e vimos o quê? Tudo o que havíamos projetado, não foi feito, não houve continuidade. Obras paralisadas como, por exemplo, o Hospital Regional de Telêmaco, que deixamos com 90 por cento das obras concluídas e que até hoje não teve completados os 10 por cento restantes. Não houve contratação de pessoal, não houve a ampliação dos leitos, não houve o complemento dos equipamentos. O que vou fazer? Reativar a rede dos 44 hospitais, completar obras que faltam, contratar médicos e enfermeiros, equipar adequadamente cada um desses hospitais. Reativar a rede das Clinicas da Mulher e da Criança, redirecionando-a à proposta original, e articulando-as às maternidades regionais de referência. Além disso, vamos construir pelo menos mais quatro hospitais regionais para atendimento de alta complexidade, como cirurgias, para desconcentrar a demanda que hoje superlota alguns grandes hospitais. Veja, temos hoje 2.500 postos de saúde espalhados por todo o Paraná. É uma enorme rede, mas despreparada, sem pessoal e equipamentos para atender a procura. Além disso, temos mais de duas mil equipes de Médicos da Família. É preciso gestão para fazer com que toda essa estrutura funcione. Gestão e recursos. Quanto ao atendimento à saúde no Norte Pioneiro, concordo que precisa melhorar e muito. Vamos cuidar disso, tenham certeza. A novidade será a criação de Clínicas para recuperação de usuários de drogas.

 

 

 

FE - Apesar de ter havido aumento no efetivo policial e também no número de viaturas ainda há defasagem de ambos no Norte Pioneiro. Outro grande problema são as delegacias superlotadas pela falta de um Centro de Detenção. Quais são suas propostas para a melhoria da segurança no Norte Pioneiro?

 

RR - Da mesma forma, na área da segurança pública, precisamos retomar o caminho de quatro anos atrás. Precisamos restaurar o conceito de Polícia Comunitária, a Polícia integrada à vida das pessoas, presente no local de moradia, de trabalho, de lazer, de estudo. Não há como garantir a segurança da população sem essa interação. Ao lado disso, tecnologia, informação, planejamento e inteligência. E, claro, gasolina nos carros de Polícia e manutenção da frota. Chega desse escândalo de carros da Polícia parados por falta de gasolina ou falta de manutenção. Quanto à superlotação, vejam o seguinte: construí 12 novas penitenciárias, aumento em 150 por cento o número de vagas. Pois bem, rapidamente, em pouco tempo, todas essas vagas foram tomadas e as delegacias de polícia estão de novo superlotadas, por falta e vagas no sistema penitenciário. É preciso uma reforma do sistema judiciário, do Código Penal; penas alternativas para delitos de menor gravidade. O Congresso Nacional já está debatendo isso, vamos ver o que senadores e deputados vão propor. Quanto à segurança do Norte Pioneiro, meu compromisso é: o Paraná voltará a ter governo e o governo do Paraná vai cuidar da segurança do Norte Pioneiro. Vamos examinar a realidade da região, vamos ouvir as pessoas, vamos medir e pesar as demandas e, juntos, vamos construir para a região uma política de segurança eficiente.

 

 

 

FE - Embora o Norte Pioneiro tenha o 3º pedágio mais caro do Estado (entre Jacarezinho e Ourinhos-SP), a região sofre sem ter rodovias duplicadas e um número aceitável de trevos seguros. Além disso, o NP conta com pelo menos cinco grandes trechos de rodovias estaduais sem pavimentação. O que seu plano de governo prevê para esta questão?

 

RR - Ajuizei mais de 30 ações contra as concessionárias de pedágio no Paraná. A Justiça, sabemos todos, é lenta. Pode tardar, mas geralmente não falha. Que fez o Beto Richa? Desistiu de todas as ações. Vamos começar tudo de novo. É o pedágio mais caro do Brasil. Esse abuso preciso ter fim. Vamos à Justiça, vamos buscar todo caminho para reduzir essa verdadeira extorsão. Não é apenas no Norte Pioneiro. Em todo o Paraná é a mesma coisa: elas só arrecadam e nada investem. Quanto às rodovias estaduais, alguns trechos delas não pavimentados, é de nosso propósito pavimentá-las. Vamos discutir e planejar essa ação e retomar as Estradas da Liberdade e a Patrulha Rural Comunitária.

 

FE - A maior parte dos municípios da região apresenta baixos índices no quesito coleta e tratamento de esgoto. Como sanar ou ao menos amenizar esse problema?

 

RR - Voltaremos à nossa política de saneamento, agora para completar a obra de levar água e esgoto tratados para todos os municípios paranaenses. Para isso, precisamos trazer a Sanepar de volta às mãos dos paranaenses. Saí do governo e o Beto entregou novamente a Sanepar para os sócios privados e minoritários. Pior: ele aumentou a participação dos sócios privados e minoritários no lucro da empresa de 25 para 50 por cento. Dobrou a participação! E diminuiu os investimentos! A Sanepar virou uma empresa para dar lucro para o sócio privado, e minoritário, e não para levar saúde a todos os paranaenses. Isso vai acabar. Retomaremos a empresa e investiremos fortemente no Norte Pioneiro.

 

FE - O agronegócio é muito importante para todo o Estado por ser um dos principais setores da nossa economia. No Norte pioneiro essa situação é acentuada pela grande quantidade de agricultores, principalmente na agricultura familiar. Existe algo em seu plano de governo que vise o fortalecimento desse setor na região?

 

RR - Claro! Retomaremos as políticas do Trator Solidário, do Fundo de Aval, da Irrigação Noturna, da distribuição de sementes, da assistência técnica, da adequação das estradas. Entre 2003 e 2010, conseguimos uma importantíssima vitória: estancamos o processo de diminuição das pequenas propriedades, das propriedades familiares. Com uma política de firme apoio à agricultura familiar, impedimos o êxodo para as cidades. Voltaremos mais fortes do que nunca nessa política. Como você disse, o agronegócio é importante para o Paraná e o Brasil, boa parte do PIB vem do agronegócio. Mas a agricultura familiar é fundamental. São as pequenas propriedades que nos fornecem 80 por cento do que é posto diariamente à nossa mesa. Fizemos uma vez. Vamos fazer melhor! Na outra ponta investimos no ensino agrícola. Reformamos e ampliamos as escolas que ofertam ensino técnico de forma integrada, com propriedades rurais abertas à comunidade.

 

 

FE - O Norte Pioneiro é uma região economicamente importante para o Estado e apesar do avanço social e econômico dos últimos anos, ainda se sente carência de atenção tanto do governo Estadual quanto do Federal. Caso seja eleito, quais são seus principais planos políticos para a região? Existe algum projeto específico para o Norte Pioneiro que venha a trazer igualdade econômica com outras regiões do Estado?

 

RR - Não existe um desenvolvimento global equilibrado se persistirem diferenças regionais. Temos que fazer programas pensando no Estado todo. Claro. Respeitando as particularidades de cada região. Reforma tributária, arranjos produtivos locais, obras de infra-estrutura, programas sociais. Vamos cuidar do Norte Pioneiro e de todo o Paraná.

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