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Propostas de Túlio Bandeira, candidato a governador pelo PTC, priorizam diminuição da dependência do Estado

Propostas de Túlio Bandeira, candidato a governador pelo PTC, priorizam diminuição da dependência do Estado

[caption id="attachment_2394" align="aligncenter" width="600"]Propostas de Túlio Bandeira, candidato a governador pelo PTC, priorizam diminuição da dependência do Estado Propostas de Túlio Bandeira, candidato a governador pelo PTC, priorizam diminuição da dependência do Estado[/caption]

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A série O Futuro do Estado, que consiste em entrevistas exclusivas da FOLHA EXTRA com os oito candidatos ao governo do Paraná, vai chegando à sua reta final. Nesta edição, trazemos a entrevistas com Túlio Bandeira, candidato pelo PTC.

Até agora, já foram divulgadas as entrevistas com Bernardo Pilotto (PSOL), Beto Richa (PSDB), Geonísio Marinho (PRTB), Gleisi Hoffmann (PT), Roberto Requião (PMDB) e Rodrigo Tomazini (PSTU), faltando apenas o candidato Ogier Buchi (PRP), que será publicada na edição de sábado (09).

Túlio Bandeira é advogado e presidente do PTC no Paraná. Ele é representante no Brasil da Câmara de Comércio da Romênia. Túlio Bandeira exerce advocacia na área eleitoral. Ele foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), coordenador de campanhas, e candidato a deputado em 2002.

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FOLHA EXTRA - A UENP é uma das universidades estaduais que menos recebe recursos. Há ainda carência de cursos de graduação e pós. Qual será sua postura, caso seja eleito, para fortalecer essa importante entidade para o Norte Pioneiro?

 

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TÚLIO BANDEIRA - Em primeiro lugar fazer uma revisão integral de gastos internos da instituição, uma auditoria para eliminar desperdícios, identificar possíveis vícios de origem e defasagem administrativa. Fala-se muito em aumento de recursos, mas não se tem o devido cuidado com as características administrativas que irão gerenciar esses recursos. Vou olhar sim, não só pela UENP, mas por todas as universidades estaduais com o cuidado cirúrgico de modernizar o processo administrativo, para depois discutir as pautas de modernização, abertura de novos cursos, ampliação de estrutura, aquisição de equipamentos. Tudo isso será construído em parceria com a comunidade acadêmica, e será uma mudança coerente aos objetivos do processo do ensino superior.

 

FE - A grande maioria dos hospitais do Norte Pioneiro apresenta estrutura precária e a falta de médicos e UTIs é uma realidade na região. Assim, existe uma dependência muito grande do Hospital Regional em Santo Antônio da Platina, que também encontra problemas pontuais. Como você vê essa questão e de que maneira pretende melhorar a saúde na região?

 

TB - Em primeiro lugar, sejamos francos. O sistema faliu, não funciona. A Saúde no Brasil está em colapso pela ingerência, pelos desvios, pelo desmando, pelo uso indiscriminado pela população, pela falta de planejamento de atendimento. A estrutura de saúde precisa ser totalmente repensada e isso só será possível com um pacto federativo mais justo. Os Hospitais Regionais foram criados não para ser porta de entrada de atendimento médico, mas sim para atender casos de média e alta complexidade, o problema é que a população entende que um Hospital tem obrigação de ser Pronto Socorro, ambulatório para qualquer dor de cabeça. O povo criou essa concepção errada de achar que saúde boa, qualidade de vida é ter médico para tratar doença. Isso é o cúmulo do absurdo, saúde, qualidade de vida é não precisar de médicos a maior parte da vida.

 

FE – Apesar de ter havido aumento no efetivo policial e também no número de viaturas ainda há defasagem de ambos no Norte Pioneiro. Outro grande problema são as delegacias superlotadas pela falta de um Centro de Detenção. Quais são suas propostas para a melhoria da segurança no Norte Pioneiro?

O ex-governador, antecessor ao atual, foi irresponsável, irredutível e incoerente em suas políticas públicas pela segurança pública.

TB - O efetivo de segurança pública é fraco, pobre, defasado. Em 12 anos, apenas nos últimos quatro se viu algum investimento, o que não foi suficiente para melhorar o problema. O ex-governador, antecessor ao atual, foi irresponsável, irredutível e incoerente em suas políticas públicas pela segurança pública. O estado se afundou em um mar de viciados em crack, da pequena a maior cidade é possível ver jovens perambulando como zumbis pelas ruas, cometendo pequenos crimes para sustentar seu vício. As cadeias públicas do Paraná não deveriam existir, delegacia não é presídio, se tornaram bombas relógio armadas e prontas para explodir. As quadrilhas de roubo de caixas eletrônicos e bancos em pequenas prefeituras se multiplicaram e, enquanto tudo isso aconteceu, a Polícia Militar, a Polícia Civil, seguiu com sua defasagem, sem viaturas, sem novos concursos, com efetivos sem atualização, renovação há mais de duas décadas. Policial Civil é para trabalhar com inteligência, é para resolver crimes, por isso vou dar a ela a estrutura que precisa, vão ter tecnologia, arma de última geração, viatura condizente, delegacia decente, não cadeião, abrigo de marginal.

 

FE – Embora o Norte Pioneiro tenha o 3º pedágio mais caro do Estado (entre Jacarezinho e Ourinhos-SP), a região sofre sem ter rodovias duplicadas e um número aceitável de trevos seguros. Além disso, o NP conta com pelo menos cinco grandes trechos de rodovias estaduais sem pavimentação. O que seu plano de governo prevê para esta questão?

 

TB - Parceria Público/Privado é a saída. O estado não tem dinheiro e não consegue atender essa demanda e quem prometer que vai fazer alguma coisa com dinheiro público estará mentindo. Peço aos leitores que puxem na memória há quantos anos ouvimos a história de “modernizar as estradas do Paraná”. Deste princípio já se pode saber que isso não vai acontecer, nunca aconteceu. Pedágio é bom, pedágio é justo, pedágio é política de primeiro mundo. Porém, os contratos precisam ser feitos com austeridade, integridade, bom senso. Hoje, temos pedágios caríssimos e estradas horríveis. Falar em pavimentação em rodovias estaduais, as PRs, é desaforar o cidadão. O D.E.R, que nada mais é que um paquiderme amarrado ao poder público, vive de jogar pedrinha com piche nos buracos. Gastamos milhões em manutenção e não resolvemos nada.

 

FE – A maior parte dos municípios da região apresenta baixos índices no quesito coleta e tratamento de esgoto. Como sanar ou ao menos amenizar esse problema?

 

TB - Essa pergunta ilustra o engodo que é o nosso estado em alguns aspectos. Nos acostumamos a vender a ideia do sul maravilha, mas estamos discutindo saneamento básico. Que estado tão próspero é esse que não consegue atender integralmente a população com coleta e tratamento de esgoto? Quer dizer, não conseguimos fazer o B+A = BA e estamos discutindo equações de segundo grau. Saneamento básico é puro e simplesmente vontade de duas esferas, a federal e a estadual. O que não temos é vontade política e capacidade administrativa de fazer isso acontecer.

 

 FE – O agronegócio é muito importante para todo o Estado por ser um dos principais setores da nossa economia. No Norte pioneiro essa situação é acentuada pela grande quantidade de agricultores, principalmente na agricultura familiar. Existe algo em seu plano de governo que vise o fortalecimento desse setor na região?

 

TB - O setor não precisa ser fortalecido. Os agricultores não dependem de ninguém para produzir esta riqueza que o estado tanto se orgulha. O que o agricultor precisa do estado são de três coisas: estradas em condições, no ano passado recebi um grupo de agricultores da Europa, como também sou agricultor, os levei para conhecer as técnicas de manejo com leite, da soja, da suínocultura, do milho, enfim, conhecer nossa rotina. Eles se surpreenderam com nossa forma de gerenciar as propriedades e com o capricho, a técnica ao manejar a produção. Mas ficaram espantados ao ver que na zona rural de nosso estado as estradas são de terra. Na realidade deles, essa estrutura existia há dois, três séculos atrás. Por fim, o agricultor precisa de crédito bancário, financiamento com taxas menores mais justas, coisa que o estado também tem condições de oferecer. Nossa proposta para agricultura é essa, um projeto simples e que vai impulsionar a economia do campo, porque o restante, tenha certeza, o agricultor já faz e muito bem feito, é uma das poucas classes que não depende de um estado paternalista, se faz por conta própria e isso é motivo de muito orgulho para nosso estado.

 

FE – O Norte Pioneiro é uma região economicamente importante para o Estado e apesar do avanço social e econômico dos últimos anos, ainda se sente carência de atenção tanto do governo Estadual quanto do Federal. Caso seja eleito, quais são seus principais planos políticos para a região? Existe algum projeto específico para o Norte Pioneiro que venha a trazer igualdade econômica com outras regiões do Estado?

 

TB - Igualdade econômica, distribuição de renda, reforma agrária. Isso é discurso de comunista ultrapassado. O que as regiões do estado, inclusive a região do Norte Pioneiro precisa é fomentar suas vocações econômicas. Em primeiro lugar precisamos acabar com essa síndrome de coitadinho que espera a mão do poder público. Temos que mudar essa mentalidade, estado paternalista e sociedade feudal é a mesma coisa, são os ricos dando migalhas aos pobres. Porque, de uma vez por todas, não acreditamos em nós e no nosso potencial e não desenvolvemos um trabalho amplo de fortalecimento da cadeia produtiva. O norte pioneiro é pujante no setor industrial, mas não deslancha por falta de planejamento. Tem uma vocação agrícola fantástica, mas a agroindústria insiste em funcionar em formato campesino com distribuição igualitária entre os cooperados. Gente, o mundo é capitalista, não socialista. Temos uma falsa sensação de que estamos crescendo, evoluindo, mas não é tudo isso. Falamos dos nossos filhos que deixam o interior para procurar oportunidade na capital. Eles só fazem isso porque no interior a perspectiva de crescimento é péssima, e é péssima porque a cadeia produtiva evoluiu lentamente, é quase que uma tartaruga virada de pernas pro ar. Culpa dos empresários? Não, culpa de um sistema que opera contra o empreendedor, contra os empresários. Temos entidades de classe, como a FIEP, que os dirigentes são bajuladores de políticos e dão as costas ao empresariado que precisa de apoio na construção de políticas econômicas mais razoáveis. Eu falo que distribuição de renda, avanço social e econômico é dar independência ao povo, aos municípios, é gerir condições para que as regiões cresçam por seu potencial e talento e não por um simples pacote de recursos para ação social.  

 

O D.E.R, que nada mais é que um paquiderme amarrado ao poder público, vive de jogar pedrinha com piche nos buracos. Gastamos milhões em manutenção e não resolvemos nada

 

O norte pioneiro é pujante no setor industrial, mas não deslancha por falta de planejamento. Tem uma vocação agrícola fantástica, mas a agroindústria insiste em funcionar em formato campesino com distribuição igualitária entre os cooperados

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