O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) quebrou o silêncio mais uma vez nesta quinta-feira (28) e avaliou o quadro eleitoral do Paraná. Pessuti adianta que o governador Beto Richa (PSDB) vai vencer as eleições já no primeiro turno porque não há nada de novo no quadro eleitoral do Estado. "Todas as pesquisas, Ibope, Datafolha e de outros institutos, apontam a reeleição do Beto Richa já em 5 de outubro. Beto é favorito e vai vencer as eleições", disse Pessuti.
"As candidaturas estão postas e entre as três principais, repito, Beto Richa é favorito para vencer no primeiro turno", diz Pessuti
"Como o quadro eleitoral se apresenta a 35 dias da eleição, pelas projeções dos próprios institutos, dificilmente esse favoritismo será mudado. Há um reconhecimento dos parananenses pelo trabalho do governador Beto Richa. É isso que as pesquisas mostram", completou o ex-governador.
Pessuti tem razão. No Ibope divulgado nessa semana, Beto Richa tem 50,6% dos votos válidos. Na pesquisa, o tucano é aprovado por 80% dos eleitores entre os conceitos ótimo (7%), bom (36%) e regular (37%). No Datafolha, levantamento de 15 de agosto, Beto Richa é aprovado por 82% dos eleitores e tem 52,5% dos votos válidos (excluindo os brancos e nulos). Outros institutos - como DataVox, Radar, Veritá - que fizeram levantamentos em todo estado e também nas principais cidades, apontam a vitória do tucano já no primeiro turno.
"As pesquisas mostram, de uma forma geral, a vitória de Beto Richa nas grandes, médias e pequenas cidades, na capital e na região metropolitana; entre todos os segmentos e faixas etárias", disse Pessuti, um aficionado pelas pesquisas eleitorais. "Sabendo ler, as pesquisas estão sempre certas, dificilmente erram, só se há algum novo fenômeno, algo inusitado, o que não está acontecendo no Paraná. As candidaturas estão postas e entre as três principais, repito, Beto Richa é favorito para vencer no primeiro turno", disse.
REELEIÇÃO
Questionado sobre a margem da vantagem de Beto Richa, não superior a 53% dos votos válidos, Pessuti lembra de duas eleições. A de Jaime Lerner em 1998, a qual Lerner venceu no primeiro turno com 51,8%. E a 2006, a que ele, Pessuti, participou como vice-governador, e que deu a vitória para Requião no segundo turno com 50,01% dos votos. "É uma característica própria do Paraná. O governador Beto Richa já assegurou 51% e as eleições no Paraná, historicamente, desde o instituto da reeleição, se apresentam com as disputas com margens bastante apertadas, mas que não mudam o quadro para os favoritos. Eles sempre vencem", disse.
Pessuti ainda fez questão de frisar que as pesquisas de 2006, que davam uma diferença de seis pontos para Requião e que as urnas mostraram uma diferença de apenas 10 mil para o PMDB, também estavam corretas. "Nesta eleição, teve que eleitor que se enganou em vez de votar 15 (Requião) e 13 (Lula), votou 13 e 15, anulando o voto. Foi num comício na Boca Maldita em que Lula pediu para votar 13 e 15 e isso foi bastante usado no programa eleitoral e acabou induzindo o eleitor ao erro", disse.
PARTIDO
Envolvido no imbróglio do PMDB, Pessuti não quis comentar o desempenho do candidato do seu partido, o senador Roberto Requião. "Só acho lamentável o que está acontecendo com o PMDB. A executiva e o atual diretório foram eleitos, de forma democrática, em convenção. E esse intervencionismo, que resulto até em demissão de funcionários do partido, não contribui em nada na construção do PMDB. É um desrespeito ao partido e aos peemedebistas", adiantou Pessuti.
O ex-governador adianta que, passado o processo eleitoral, o partido retomará sua "vida normal" e as divergências serão superadas. "Estamos construído um PMDB de todos e para todos. O resultado das urnas vai apontar esse norte para um partido pluralista e sem personalismo. O PMDB não pode se apequenar à mesquinhez e picuinhas. Estamos trabalhando para um PMDB grande, apesar dos problemas que enfrentamos, agora, momentaneamente", disse.
Das Agências


