Bancários de todo o país deflagraram greve nesta terça-feira (30) e na região não foi diferente. Sete dos 22 municípios que compõem o Sindicato Bancário de Arapoti (SBA) já estão com as agências fechadas desde ontem: Arapoti, Wenceslau Braz, Sengés, Jaguariaíva, Siqueira Campos, Ribeirão Claro e Ibaiti. Ainda assim, a greve pode se estender aos demais ainda nesta semana.
O presidente do Sindicato, José Ubiraci de Oliveira explica que até o momento apenas as agências das principais cidades que fazem parte do SBA aderiram à greve. Porém, se houver maior adesão por parte dos funcionários dos bancos, ainda nesta semana é possível que a paralisação atinja toda a região. “Ainda não é certo, mas é provável que a maior parte das agências entrem em greve também”, afirma. Ele diz que a greve é por tempo indeterminado.
A principal reivindicação dos bancários é um reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale refeição, auxílio creche, gratificação de caixa, entre outros.
Além do aumento de salário e benefícios, os bancários também pedem melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, e mais contratações. De acordo com José Ubiraci de Oliveira, todas as agências da região apresentam defasagem no quadro de funcionários, o que acarreta em acúmulo de funções para os colaboradores.
No sábado (27), o Comando Nacional dos Bancários confirmou o indicativo de greve mesmo após uma nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As instituições financeiras elevaram o reajuste de 7% a 7,35% para os salários, enquanto o aumento no piso da categoria foi de 7,5% para 8%. No entanto, os novos índices foram considerados insuficientes pelos bancários em reunião realizada em São Paulo.
Em nota, a Fenaban (Federação Brasileira dos Bancos) "reafirma sua confiança na manutenção das negociações para um desfecho da convenção coletiva 2014/2015". A entidade ainda "ressalta que o consumidor dispõe de vários canais para a realização de transações financeiras, tais como internet, o banco por telefone, o aplicativo do banco no celular. Há também os caixas eletrônicos e rede 24 horas, que ficam disponíveis em supermercados, aeroportos, shoppings, lojas comerciais e centros comerciais, além dos correspondentes, que estão espalhados por todo o Brasil".
SEM ÔNUS AO CONSUMIDOR
Uma decisão inédita proíbe todas as instituições financeiras filiadas à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) de prejudicar os consumidores durante a greve da categoria.
O juiz da 10ª Vara Cível de João Pessoa decidiu que deverá ser aplicada multa diária de R$ 50 mil a até R$ 500 mil ao banco que cobrar juros, multas e outros encargos durante a paralisação. A decisão é liminar e pode ser contestada pelos banqueiros.
Vencimentos de títulos e contratos deverão ser prorrogados por no mínimo 72 horas depois da normalização dos serviços. A liminar proíbe também, no período, a cobrança de qualquer taxa referente à devolução de cheques e que correntistas sejam colocados nos serviços de proteção ao crédito, como SPC Serasa, por pagamentos não efetuados.


