A próxima segunda-feira (23). Este é o dia que os aproximadamente 5 mil alunos da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) estarão finalmente dentro da sala e com aula ministrada pelos professores, como manda o figurino.
A decisão sobre a volta às aulas aconteceu nesta quarta-feira (18), em assembleia realizada em Londrina pelos professores. Na semana passada os servidores da universidade já haviam votado pelo retorno ao trabalho.
Vale dizer que em todo o Paraná a UENP e a UEL (Universidade Estadual de Londrina) eram as duas únicas universidades que ainda não haviam voltado às aulas.
“Graças a Deus a greve acabou. Esta era uma situação que estava no limite e que não podia mais continuar de forma alguma. As reivindicações dos professores eram justas sim, mas o governo já havia prometido que atenderia a classe e o próprio sindicato tinha assinado um documento pela volta às aulas, então a manutenção da greve por parte dos professores universitários não foi uma coisa legal”, pondera a reitora da UENP, Fátima da Cruz Padoan.
“Gostaríamos que aula voltasse imediatamente, mas não funciona assim. Precisamos destes dias para divulgar para os alunos e para que eles possam se planejar para voltar às aulas”, continua a reitora.
Durante o tempo de paralisação, porém, a universidade contou com uma exceção: o curso de Direito de Jacarezinho, onde o corpo docente não aderiu a greve e tem tido aulas normalmente deste o início programado inicialmente do ano letivo.
Agora, os cerca de 350 futuros advogados verão toda a universidade retornar às atividades normalmente.
CALENDÁRIO
Um dos maiores temores com relação à greve era o prejuízo ao calendário letivo para este ano. Alguns boatos, inclusive, já traziam a possibilidade das aulas precisarem se estender até o começo de 2016 para suprir os 200 dias de aula, o que é obrigatório.
No entanto, a reitora afirma que com o início das aulas na próxima semana a universidade conseguirá dar conta de proporcionar 200 dias letivos em 2015.
“O que aconteceu foi que a greve parou dentro do limite exato para que pudéssemos fechar o ano letivo ainda este ano. Se continuássemos por talvez mais uma semana aí o prejuízo poderia ser irreversível”, pondera a reitora.
“Nesta semana vamos nos reunir para fazer uma análise do calendário, mas tenho certeza que daremos conta de fechar o ano letivo até dezembro”, garante Fátima.
LUCAS ALEIXO


