Em janeiro, passou a circular as informações sobre riscos da incidência da Febre Amarela na região litorânea do Paraná. Já em março, ao menos dois casos da doença foram confirmados no Estado. Com isso, cresce a preocupação do Poder Público em promover ações para prevenir a população.
Mesmo sem registros de casos da doença na região, a equipe da secretaria de Saúde do município de Arapoti tem promovido ações de conscientização da população para que procurem os postos de saúde e verifiquem a situação da sua carteirinha de vacinação e, caso necessário, tomem a vacina.
O alerta é importante, principalmente neste período de feriadão onde muitas pessoas viajam para diversas regiões e pode haver o translado do vírus. Por isso, tanto para quem vai ficar no município quanto para quem vai sair em viagem, é importante realizar a imunização. Para isso, basta que o paciente procure uma Unidade Básica de Saúde munido de sua carteira de vacinação e receba uma dose da vacina que está disponível obrigatóriamente para bebês com idade a partir de 9 meses à adultos de até 59 anos.
Já nos casos de gestantes, bebês menores de nove meses, mulheres que amamentam crianças menores de seis meses de idade, alérgicos a ovo, pessoas com sistema imunológico debilitado em razão de doença ou tratamento e pessoas a partir de 60 anos de idade devem ter a prescrição de um médico antes de se vacinar.
Sintomas da doença
Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dor nas costas, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% dos casos apresentam um breve período de melhora e, então, desenvolvem uma nova fase mais grave da doença, por isso é necessário procurar ajuda médica aos primeiros sinais.
Na fase mais grave da doença, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. De 20 a 50% das pessoas que desenvolvem a forma grave da doença morrem.


