Uma semana após o atentado que deixou oito mortos e 23 feridos em um colégio estadual em Suzano/SP, a tragédia que chocou o Brasil ainda continua causando medo e tensão a pais, alunos e professores em Jaguariaíva. Isso porque alguns jovens têm utilizado do incidente para promover ameaças contra uma escola do município. Diante da situação, a comunidade escolar lotou a sessão da Câmara dos Vereadores desta terça-feira (19) para cobrar providências.
Tudo começou quando um ex-aluno do Colégio Estadual Nilo Peçanha começou a proferir ameaças contra funcionários e alunos da instituição. De acordo com as informações apuradas pela reportagem, o jovem de 19 anos abandonou os estudos, mas frequentava a escola nos horários de entrada e saída dos estudantes para comercializar drogas.
Em data não divulgada, o suspeito teria invadido a escola durante o horário de aula e agrediu um aluno. Temendo pela segurança dos professores, estudantes e funcionários, a diretora da instituição registrou um boletim de ocorrência, mas o jovem não teria gostado da atitude e fez ameaças contra ela. Junto com outros comparsas, o suspeito ainda teria feito menção de realizar um ataque no colégio assim como aconteceu em Suzano, causando medo e pânico a comunidade escolar.
Em busca de mais segurança para o Colégio pais, alunos e professores se reuniram e realizaram uma passeata até a Câmara Municipal para cobrar das autoridades mais segurança. Porém, durante a reunião, um aluno do Instituto Federal do Paraná (IFPR) postou em sua rede social imagens de armas, taco de baseball enrolado com arame farpado e toucas bala clava. O jovem ainda teria postado a seguinte frase “Ai a galera se junta para fazer uma caminhada pelo Nilo e o maluco aproveita que ta todo mundo junto e faz o que queria”.
Na manhã desta quarta-feira (20), o estudante foi identificado e apreendido pela equipe da Polícia Militar para prestar esclarecimentos. Porém, o conteúdo da conversa com o jovem não foi divulgado. A Folha Extra tentou contato com a direção do IFPR, mas não conseguiu falar com os responsáveis que estavam em reunião. Em nota, a instituição diz estar tomando as medidas pedagógicas e administrativas cabíveis ao caso e afirmou ter realizado reuniões entre a direção professores e estudantes visando medidas para promover a segurança e bem estar da comunidade acadêmica.

REUNIÃO NA CÂMARA
Com um público de mais de 300 pessoas entre pais, alunos, professores e autoridades como o prefeito Juca Sloboda (DEM), sargento da Polícia Militar e os vereadores, o assunto foi debatido durante a reunião.
A princípio, a câmara fez uma moção de apelo que foi assinada por todos os parlamentares e foi encaminhada ao governador Ratinho Jr (PSD) pedindo que o programa Escola Segura do Governo Estadual que dispõem da presença de um policial militar em cada escola pública do Estado seja estendido ao município de Jaguariaíva e, em especial, para o Colégio Nilo Peçanha.
Também foi discutida possibilidade da instalação de um posto da Polícia Militar na praça Silas Gerson Ayres, no Bairro Vila Kenedy, em frente ao Colégio Nilo Peçanha. O prefeito Juca se comprometeu a ajudar com a instalação de câmeras de vigilância nas áreas próximas ao colégio, além da construção de um parque para tonar o ambiente mais familiar e seguro no local.
O vereador José Marcos Pessa Filho, o Marquito (PSDB) falou sobre a situação. “Estamos todos unidos em prol da população do nosso município. Pretendemos ir até a Casa Civil reivindicar mais recursos e pessoal para fortalecer a segurança dos moradores de Jaguariaíva”, destacou.


