Poucas coisas dão tão certo no norte paranaense quanto a agricultura. Sem ela seria impossível imaginar uma economia girando com certo “conforto” com tanto desemprego e inadimplência que cerca as pequenas cidades do interior.
Mais do que o incentivo econômico dado pelas grandes áreas de plantio e pela exportação de grãos e produção constante de leite, as grandes exposições sobre o assunto vem ganhando espaço nas agendas de pessoas que não são tão envolvidas com agricultura.
Essas feiras deixaram de ser só mais um evento para leiloar animais e se tornaram grandes espetáculos de genética, sementes melhoradas, fisiologia e gastronômicos. Os locais são bem preparados e não mais em terra, que com a chuva vira lama, mas há um cuidado em deixar plantada a grama ou jogar pó de serra por todo local para que as pessoas não encham o sapato de barro.
O espaço aberto também aos feirantes dá uma margem maior a diversidade. Se o assunto é leite, os comerciantes gastronômicos tem uma gama enorme de variedade para expor aos visitantes. Além de ganhar dinheiro podem mostrar seus dotes culinários e a diversidade de produtos que aquela matéria prima pode oferecer.
As feiras leiteiras, direcionada aos produtores de gado de leite tem conquistado milhares de visitantes que vem de todos os lugares para contemplar as atrações. E não são poucas, estão entre palestras, apresentações infantis e culturais, exposição de gado premiado, entre outras.
O conhecimento não é mais privilégio do grande produtor, do fazendeiro que tem milhares de cabeças de gado, mas o pequeno produtor tem tido as mesmas oportunidades através dessas feiras de aprimorar suas ideias e seu rebanho. De adquirir animais de qualidade superior para obter uma produção maior e uma raça mais qualitativa.
É fato que as feiras agropecuárias são e sempre serão acontecimentos nas cidades. O público deve prestigiar o ganho que vem da terra e dos animais e que movimenta toda nossa economia.


