A cultura de comercializar as culturas promovidas pelos pequenos agricultores. No interior, essa é a essência das feiras livres. E no próximo sábado comemora-se o Dia do Feirante. No intuito de enaltecer a data – e, obviamente, a ocupação de tantas pessoas – a Folha Extra traz uma reportagem retratando alguns dos desafios e a forma de trabalho de feirantes que atuam em Wenceslau Braz.
No município a feira acontece aos sábados, na praça central. O movimento é grande. Centenas de pessoas deixam parte do orçamento para ser gasta especialmente no sábado de manhã, comprando produtos frescos vindos direto da lavoura, ou ainda produtos artesanais ou, para fechar, aquele pastel frito na hora.
A feira é um dos tipos de negócios mais democráticos e acessíveis que possam existir. Isso porque quem produz vende seu produto diretamente ao consumidor final, sem a passagem por intermediários.
Isso aumenta consideravelmente o lucro do produtor e traz uma boa economia ao cliente. Bom para todos. Oportunidade simples, rápida e excelente de negócio para todos.
Por se tratar de uma região de municípios pequenos e geralmente próximos, com muitos produtores, também é comum o “intercâmbio”. Produtores saem daqui e vão para a feira dali. E vice e versa.
Agora fica uma sugestão aos prefeitos que serão eleitos e reeleitos neste ano: vale a pena pensar em formas de incentivas as feiras livres e melhorar as condições dos feirantes. Reivindicações eles têm. Lugares apropriados, com banheiros público nas proximidades e cobertura. Claro é difícil se pensar em cobrir uma praça, como em Wenceslau Braz, por exemplo, mas outras ações do poder público poderiam contribuir para fomentar este tipo de comércio tão importante especialmente aos pequenos produtores.
Em época de crise, muitas vezes esses negócios informais ajudam a manter a roda da economia em movimento. Vida longa aos feirantes.


