Dados são referentes à tarde desta quinta-feira, mas tendência é que número aumente; movimento gera opiniões controversas
Até a tarde desta quinta-feira (20) o Norte Pioneiro tinha 14 escolas de nove municípios diferentes ocupados por estudantes contrários á reforma do Ensino Médio proposta pelo governo federal. Entretanto, a tendência é que mais instituições de ensino da região sejam afetadas pelo movimento que tem se propagado por todo o Paraná.
Entre os municípios que compõe o Norte Pioneiro, existe ocupação em Cambará (uma escola), Jacarezinho (cinco escolas), Ribeirão do Pinhal (uma escola), Santo Antônio da Platina (duas escolas), Santana do Itararé (uma escola), Wenceslau Braz (uma escola), Siqueira Campos (uma escola), Japira (uma escola) e Guapirama (uma escola).
Arapoti está com quatro escolas ocupadas, Jaguariaíva tem cinco instituições tomadas por alunos enquanto em Sengés são duas ocupações de escolas por parte de alunos.
Segundo a reportagem da Folha Extra pode apurar, houve a tentativa de ocupação em outras escolas da região, porém sem sucesso. Contudo, os mesmos grupos devem tentar ocupar novamente as escolas, e existe a possibilidade de êxito ainda na noite de ontem, fazendo assim com que este número aumente.
De acordo com os organizadores ouvidos e segundo postagens de lideranças do movimento em redes sociais, a garantia é que as escolas serão desocupadas a tempo para a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Outras ações de “cunho social” também são prometidas pelos alunos, como limpeza das escolas e reforma de carteiras e cadeiras.
CONTROVÉRSIA
Se por um lado a reivindicação dos alunos é legítima e coerente, por outro lado o movimento tem gerado críticas por parte de alguns professores, funcionários das escolas e até de alunos, todos contrários à paralisação das aulas.
“Eu concordo que esta reforma é péssima, mas parar as aulas agora no fim do ano não está certo. Estão falando que se as aulas voltassem agora o ano letivo já iria ir até dia 28 de dezembro. Se durar mais alguns dias, o ano letivo só vai terminar em fevereiro do ano que vem. Isso é complicado, prejudica os funcionários das escolas, prejudica os professore e também prejudica principalmente os alunos”, afirma uma funcionária do Colégio Estadual Dr. Sebastião Paraná, em Wenceslau Braz, que pediu para não ter o nome revelado.
Nesta quinta-feira foram três pais e mães de alunos, além de alguns alunos que também entraram em contato com a Folha Extra manifestando opiniões contrárias à ocupação das escolas.
A preocupação de todos eles é justamente o ano letivo. “Paralisação agora é o fim do mundo. Sinceramente, minha filha está no terceiro ano e tudo que a gente quer é que ele complete logo o Ensino Médio. E outra coisa, tem gente que não é aluno, não é professor e está metido lá no meio só para atrapalhar e tumultuar”, acusa uma das mães que fizeram contato com o jornal.


