A Folha Extra traz como manchete nesta edição uma reportagem sobre casos de violência doméstica, responsável por desvirtuar o aconchego do lar e transformar a convivência em família em um grande terror para as vítimas.
A violência, por si só, já é detestável. Pior fica quando vem de dentro do lar, de pessoas que deveriam amar, respeitar e proteger. Ao invés disso, ameaçam, oprimem, agridem.
A situação causa revolta em quem vê de fora e, principalmente, em quem vive. As marcas físicas podem até passar, mas as emocionais não se apagam.
Os casos se repetem assustadoramente. Muitos, com o “incentivo” do álcool ou das drogas. Assusta também o fato de que uma parte considerável desses casos não é relatada às autoridades.
Quem vive ou conhece casos do gênero tem o dever penal e a obrigação moral de denunciar. Mulheres, crianças e idosos não podem ficar a mercê de sociopatas disfarçados de parentes. Quando existe violência, o sangue deve ficar de lado. O amor da vítima pelo agressor, quando existe, também infelizmente deve ser deixado de lado.
A agressão doméstica é sem sombra de dúvida uma das mais covardes dentro da “escala da violência”. Há de ser combatida e reprimida. Há de ser denunciada. Há de ser noticiada.
E, como já foi citado, a violência doméstica não se resume a homem contra mulher. Um neto que agride um avô verbalmente está cometendo violência doméstica. Um adulto que espanca uma criança (seja lá qual for seu parentesco) está cometendo violência doméstica.
Muito se cobra das autoridades, mas o primeiro cuidado tem que vir de dentro, dos próprios familiares. A família que desconfia que haja um caso desses em seu meio deve ficar atenta e tomar as providências cabíveis em caso de qualquer vestígio de desconfiança.
O lar deve ser o refúgio do mundo, porque quando o mundo se torna o refúgio do lar, geralmente os resultados não são bons.


