Enquanto Casa da Cultura de Santo Antônio da Platina é reaberta, espaço cultural de Siqueira Campos está abandonado há mais de 15 anos sem sequer ter sido inaugurado
São cerca de 55 quilômetros de distância geográfica, mas anos-luz de distância entre as situações vividas. As casas da cultura de Santo Antônio da Platina e Siqueira Campos em comum possuem apenas o fato de ambas serem os únicos espaços do gênero no Norte Pioneiro. Enquanto a primeira citada volta a funcionar agora, a segunda está abandonada há mais de 15 anos sem nunca sequer ter sido inaugurada.
A Casa da Cultura de Santo Antônio da Platina, embora tenha passados por “dias cruéis”, volta a funcionar nesta quinta-feira (8), depois de quase 10 anos fechada.
Para a reabertura foi realizada uma restauração completa do espaço, em uma obra orçada em R$ 680 mil – desse total R$ 300 mil são de uma emenda do deputado Rubens Bueno (PPS), enquanto o restante do valor é oriundo dos cofres da própria prefeitura.
[caption id="attachment_16494" align="aligncenter" width="593"] Casa da Cultura de Santo Antônio[/caption]
A cerimônia de reabertura da Casa da Cultura de Santo Antônio está marcada para as 19h30, com a apresentação do Coral Missionários da Luz de Santo Antônio da Platina. Em seguida, o Coral Voz da Copel e a Orquestra do Festival de Música de Londrina encerram a programação artística. A entrada é franca, mas por questões de segurança e pela capacidade do prédio, de 550 pessoas, os ingressos foram distribuídos antecipadamente.
“Acredito que hoje o sonho de muitos platinenses e até de muitos moradores da região, além da classe artística que conhece o espaço, está se realizando. Estamos orgulhosos por entregar o mandato com a Casa da Cultura de portas abertas e à disposição da nossa população. Agradecemos a luta da prefeitura e apoio da Copel e Sicredi para a obra”, comemora o diretor do departamento de Cultura da prefeitura de Santo Antônio da Platina, Antonio Altvater.
O prédio foi inaugurado em 1950 e já abrigou sala de cinema e foi usado como teatro por anos.
No sentido oposto está a Casa da Cultura de Siqueira Campos. A construção do espaço foi abandonada em 2001, pouco tempo após seu início. Falhas no projeto e irregularidades na execução comprometeram a continuidade do projeto, que previa um auditório para 250 pessoas, palco, camarins e banheiros.
A obra estava prevista para acontecer em quatro etapas, mas apenas a primeira aconteceu, dona de um repasse na época de R$ 150 mil. Como o local está abandonado todo esse tempo, a pouca estrutura que foi construída já está comprometida.
Estima-se que para finalizar a Casa da Cultura de Siqueira Campos seriam necessários em torno de R$ 1,5 milhão. Arnaldo Luska foi o diretor do departamento de Cultura da prefeitura local durante a última gestão (sendo afastado assim como grande parte dos funcionários comissionados do município em outubro) e afirma que os valores necessários para tocar a obra inviabilizam o término da construção.
“É uma obra com valores muito altos e fica difícil para a prefeitura tocar a obra com recursos próprios. Nós buscamos recursos, conversamos com a sociedade sobre a situação, mas infelizmente, apesar dos grandes avanços da nossas questões culturais com o museu e a biblioteca, a Casa da Cultura infelizmente não pode ser concluída”, pontua Luska.


