Os cursos de Design de Moda da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Norte do Paraná (Unopar) desenvolveram, em parceria, um projeto sobre os processos de produção da seda.
Eduarda Regina da Veiga, professora de materiais e processos têxteis dos cursos de Design de Moda da UEL e da Unopar, contou que o projeto começou por meio de uma conversa informal e foi tomando forma, até ganhar um espaço na Fazendinha da ExpoLondrina 2017.
Na estande do projeto "Seda - O fio que transforma" foi possível conhecer toda a cadeia do tecido, com a exposição dos bichos da seda em todos os seus estágios de vida, passando pela produção do fio até a transformação em tecido e como a seda deve ser apresentada para exportação.
Pequenas propriedades rurais, se incentivadas, têm grande potencial de produção do bicho da seda, sem contar o cinturão verde de produção que poderá se formar na região, pois a amoreira (planta da qual o bicho da seda se alimenta) não pode ser tratada com agrotóxicos.
A ideia central do projeto é explorar da melhor maneira todo o processo de produção da seda e incentivar cada vez mais produtores a entrarem no negócio, para gerar mais emprego e renda para Londrina, que possui o melhor fio de seda do mundo.
Segundo a coordenadora do projeto e professora do departamento de Design da UEL, Cristianne Cordeiro, o projeto pode servir de inspiração para quem quer investir no ramo da seda, principalmente por Londrina possuir um produto de qualidade, mas ainda são necessários muitos investimentos. "O que nós estamos precisando é de pessoas criativas que saibam transformar essa criatividade em renda", comentou.
O projeto é uma parceria das universidades e o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex) com a empresa Bratac, que forneceu o material necessário para montar o estande na ExpoLondrina.
“O fio é exportado para Itália, China e Japão, onde ele é beneficiado, e nós importamos o tecido”.
Processo de fabricação
O processo de fabricação do fio da seda até o tecido passa por várias etapas. Primeiro com o bicho da seda se alimentando da folha de amoreira até chegar em sua quinta idade.
Nesta fase, o bicho para de comer e começa a procurar um lugar para começar a fiar. Isso se dá em uma estrutura montada pelos sericicultores, após esta etapa, a partir de 10 dias, o casulo, formado pela fibra da seda, está pronto.
Este casulo passa por uma nova fase, com um filamento que contém aproximadamente 1.200 metros contínuos; é nesse estágio que as empresas produtoras do fio da seda vão até os sericicultores para recolher os casulos, levando-os para a fábrica, o que dá início à próxima etapa do processo.
Os casulos são colocados para o cozimento após uma seleção manual feita dentro da fábrica e logo após o cozimento, a fibra começa a ser extraída.


