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Representantes do audiovisual paranaense falam das perspectivas do setor na Assembleia Legislativa

Representantes do audiovisual paranaense falam das perspectivas do setor na Assembleia Legislativa

Os desafios da produção audiovisual paranaense foram apresentados no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) durante a sessão plenária desta segunda-feira (17). Representantes da categoria pediram aos parlamentares apoio para que o Poder Executivo invista no setor um montante já aportado na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017, para que a Agência Nacional do Cinema (Ancine), órgão ligado ao Ministério da Cultura (MEC), igualmente libere recursos para o Estado aplicar neste segmento.

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A explicação foi dada pela vice-presidente da Associação de Vídeo e Cinema do Paraná (AVEC-PR), Jessica Candal Sato, que a convite do deputado Péricles de Mello (PT), falou sobre um edital da Ancine que também dependeria da execução da previsão orçamentária do Paraná, de R$ 1,54 milhão. “Esta liberação vai atrair automaticamente um recurso federal, de R$ 2, 25 milhões, do Fundo Setorial do Audiovisual”, afirmou. De acordo com ela, a reivindicação feita aos deputados é também para que o Paraná trabalhe pela criação de uma agenda com políticas públicas específicas para o setor.

O presidente do Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado do Paraná (Siapar), Rodrigo de Medeiros Martins, discorreu sobre a necessidade de uma política constante para a área, destacando o edital de arranjos produtivos da Ancine. Segundo ele, o órgão federal disponibilizaria recursos de até R$ 10 milhões para cada estado da Federação para investimentos em audiovisual, o que depende da contrapartida desses estados. “Seriam recursos federais vindos como investimentos diretos, somados aos recursos colocados pelo Estado. Isso mobilizaria a cadeia de forma importante”, explicou. Para isso, ele acredita que é fundamental o apoio dos deputados, para se garantir a liberação que deve ser feita pela Secretaria de Estado da Fazenda.

De acordo com deputado Péricles de Mello, o setor tem dentro do Governo do Estado grande representação, inclusive com o curso de Cinema da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), pioneiro no país, criado em 2005. Ele afirmou que se impressionou com as reivindicações levadas a seu conhecimento, como presidente da Comissão de Cultura da Alep, e apontou para a pujança da produção audiovisual no estado.

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Perspectiva paranaense – De acordo com números apresentados pelo presidente do Sindicato da Indústria do Audiovisual do Paraná, Rodrigo de Medeiros Martins, o estado tem uma cadeia produtiva que representa um dos maiores arrecadadores de tributos. “Nós estamos falando de um elo que alimenta outros setores como, por exemplo, o de telecomunicações, que transmite a produção audiovisual gerando vários outros negócios”, explicou.

Para Rodrigo Martins o Paraná tem a oportunidade de atrair recursos federais em um momento de dificuldades financeiras. “Todo recurso que vier é importante para circular na economia do Paraná”, afirmou. Ainda de acordo com ele, os investimentos previstos na LOA para este ano podem significar, em conjunto com redes da cadeia produtiva, como as televisões e as radio difusoras, valores de até R$ 20 milhões. “Só em arrecadação já se pagaria cerca de 20% deste valor, fora a geração de emprego e renda”, prospectou.

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