Foi realizada na noite de quarta-feira (10) a primeira audiência pública do ano no plenário da Câmara de Vereadores de Wenceslau Braz. O tema central da discussão foi mobilidade urbana, questão que se refere a pedestres e motoristas do município. Na ocasião dezenas de pessoas participaram do evento, além de representantes dos diversos setores da comunidade.
A mobilidade urbana é obtida por meio de políticas de transporte e circulação que tem em vista melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e carros no espaço urbano. Nos últimos anos o fluxo do trânsito aumentou consideravelmente e esse aumento despertou a preocupação da sociedade brazense.
Segundo o prefeito Paulo Leonar (PDT) o poder público, seja o executivo ou legislativo, deve promover ações que favoreçam a segurança nas vias públicas. “A mobilidade é um tema amplamente debatido em toda a sociedade, devemos promover um sistema viário que beneficie toda a cidade, promovendo a segurança aos pedestres e permitindo que o fluxo de veículos possa fluir sem gerar transtornos ao comércio”, pontua o prefeito.
De acordo com o presidente da casa, Luiz Alberto Antônio, o Beto do Esporte (PSDB), os vereadores estão há tempos discutindo sobre o tema apresentando indicações para alterações de sentidos de ruas e para a construção de redutores de velocidade. “Esse ano o município deu um grande passo, com a implantação da mão única na Rua dos Expedicionários na quadra da Apae e do colégio São Tomás de Aquino”, lembrou.
Para melhorar a mobilidade na cidade foram apresentados propostas para alterar os sentidos de ruas, onde algumas passariam a ter mão única e outras voltariam a ser mão dupla. Também foi debatida a construção de rotatórias em locais estratégicos da cidade, que proporcionariam mais segurança para motoristas e pedestres.
Um dos grandes problemas enfrentados pelos motoristas é a falta de estacionamento, visto que o centro da cidade está cada vez mais inchado devido ao grande fluxo de veículos. O presidente da Acebraz, pastor José Carlos Fermino Ribeiro, lembrou que em algumas ruas muitos caminhões acabam por atrapalhar o trânsito no ato da descarga e sugeriu a criação de locais e horários específicos para esse tipo de atividade.
Os participantes sugeriram que sejam criadas ações, que obriguem os motoristas a reduzir a velocidade em determinadas ruas. “Não basta construir lombadas suaves, pois os motoristas não respeitam, em outras cidades são usadas lombadas elevadas, dessa forma o motorista é obrigado a reduzir a velocidade, caso contrário ele corre o risco de quebrar o seu carro”, pontuou o participante e pastor Jorge Maluly.
Após o diálogo promovido pela audiência pública, as colocações serão estudadas para que futuramente possam ser postas em prática e assim melhorar a mobilidade urbana, além de incorporar o Plano Diretor Municipal, que é um instrumento para dirigir o desenvolvimento do município nos seus aspectos econômico, físico e social.


