
Depois de assistir a “Mulher-Maravilha”, que estreia na quinta-feira (1º), dificilmente alguém vai sair do cinema sem estar convencido de que era impossível encontrar uma atriz mais perfeita para o papel. A não ser que você seja de um país que está oficialmente em guerra com Israel, país de origem de Gadot.
Foi o caso de um grupo libanês chamado Boicote aos Apoiadores de Israel, que conseguiu pressionar o Ministério da Economia do Líbano, país que há anos está em conflito com Israel, a banir "Mulher-Maravilha" das salas de cinema apenas duas horas antes das primeiras exibições programadas. O motivo: o fato de a protagonista não só ser israelense como também ter servido no exército por dois anos depois de terminar a escola, o que é o obrigatório para homens e mulheres no país.
Maravilha dentro e fora da tela Provavelmente a diretora Patty Jenkins não contava com esse revés, mas em conversa com um grupo de jornalistas da qual o UOL participou, antes do banimento, ela demonstrou estar completamente satisfeita com sua protagonista. E um dos principais motivos para isso é o fato de que a atriz de 32 anos é ela própria muito parecida com Diana Prince.
Não que ela ande por aí empunhando um escudo ou um laço da verdade, mas sua positividade, animação e dedicação não fariam feio nas páginas de uma história em quadrinho. “De tempos em tempos temos atores que interpretam super-heróis de forma totalmente autêntica”, comenta. “Precisávamos de alguém que realmente pudesse dar vida à Mulher-Maravilha na tela, e encontramos alguém que a interpreta dentro e fora dela. Isso é uma coisa mágica!”, diz, empolgada, sobre a atriz. A Mulher-Maravilha que Jenkins idealizava trazia em si essa esperança inesgotável de uma semi-deusa que acredita na humanidade acima de qualquer coisa. Tanto que deixa a mítica ilha das Amazonas, onde vive, para ajudar a por um fim na carnificina da Primeira Guerra Mundial. “Todos os instintos inconscientes da Gal vão na mesma direção. Ela é realmente muito gentil, aberta e inclusiva, mas isso não vem de uma ignorância. Ela compreende tudo, mas escolhe todos os dias permanecer naquele tipo de estado mental”, elogia Jenkins. “Ela tem plena consciência de tudo, não é delicada e frágil, e é muito gentil, engraçada e divertida. Foi uma Mulher-Maravilha especialmente maravilhosa para nós”. Modesta, Gadot diz que seria esquisito concordar com a comparação da diretora, e limita-se a explicar que o processo de fazer um filme dessa escala acabou sendo mais fácil porque elas se conectaram também em um nível pessoal --os maridos das duas se tornaram amigos e os filhos brincam juntos. Ainda que não seja propriamente uma heroína, Gadot mostra que está 100% comprometida com esta que é sua primeira protagonista. Ela pegou a estrada para promover o filme apenas dois meses depois de dar à luz sua segunda filha, que nasceu em março, e não se deixou abater nem por uma lesão nas costas, que a tem obrigado a dar entrevistas em pé e viajar de avião deitada.
Trailer Mulher Maravilha "Lasso Of Truth"


