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Felicidade na simplicidade é registrada através das lentes de fotógrafo da região

Felicidade na simplicidade é registrada através das lentes de fotógrafo da região

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Dentro do cotidiano da maioria das pessoas da região e de muitos brasileiros, há em comum a correria e, muitas vezes, a falta de tempo para fazer tudo àquilo que se almeja. A sociedade em geral corre contra o tempo em busca de suas realizações pessoais, profissionais e educacionais; sempre querendo aquele bom emprego ou a tão sonhada promoção, se formar na faculdade, ter um carro, casa, roupas novas, celular da moda e por ai vai.

Todos esses fatores estão relacionados ao sentimento de conquista destas pessoas como a sua realização e felicidade. Por outro lado, em um país desigual há uma grande lacuna entre diferentes regiões e culturas, fazendo com que o sentido da felicidade seja visto de diferentes óticas de acordo com cada grupo de pessoas. Seria o desejo pelo consumo e o sentimento de felicidade relacionados ao ambiente em que a pessoa vive e aquilo ao que é exposta? É possível ser feliz com tão pouco ou até mesmo nada?

Foi buscando responder a estas questões que o fotógrafo siqueirense Douglas Azevedo, 24 anos, viajou até Curimatá, no sul do Piauí, para viver e registrar essa experiência em fotos durante vinte e cinco dias. “A minha busca foi mostrar pessoas que são felizes com o simples. A região das fotos (Nordeste) é de um povo que vive bem abaixo da nossa realidade, a principal fonte de renda deles é o bolsa família”, explicou.

O fotógrafo teve a experiência de viver momentos e sentir a presença de valores os quais já não estão tão presentes na realidade vivida por aqui. “Eu pude ver que eles ainda cultivam valores que a gente na busca por ter as coisas acaba perdendo. Eles têm uma noção de ajudar o próximo muito mais humana, não precisa esperar ou pedir nada para ninguém, se eles percebem que você precisa eles te ajudam”, comentou.

Outra coisa que chamou atenção de Douglas foi a forma como as pessoas vivem, de uma maneira simples e até mesmo colonial. “É um lugar onde eles plantam, caçam e trocam alimentos; tipo um sistema de subsistência, é uma região que sofre um abandono político é bem esquecido”, lamenta.

Como resposta das perguntas que motivaram a busca de Douglas, ele percebeu que existem pessoas que tornam possível viver a felicidade sem ter várias coisas, mesmo que isso esteja relacionado a falta de condição financeira. “O que mais me impactou foi a forma com o ser humano consegue ser tão feliz com tão pouco ou até mesmo com nada. Você percebe que a gente é muito iludido com essa questão da satisfação de ter as coisas porque somos expostos ao consumismo”, comentou o fotógrafo.

Sentir na pele outra realidade social e cultural fez com que Douglas pudesse perceber que é possível viver sem aquelas coisas que, enquanto estão disponíveis, parecem ser indispensáveis. “Para se ter ideia, o lugar que fiquei não tinha energia elétrica, foi instalada há dois anos”, e continua “Eu achava que não poderia viver de outra forma do que da maneira que vivo aqui, e lá eles me mostraram que tem como viver de uma maneira mais sadia psicologicamente. A gente é iludido totalmente pelo nosso consumismo”, finalizou.

As imagens registradas por Douglas Azevedo estão expostas no Museu de Siqueira Campos na exposição “Curimatá” até o dia 28 de agosto. As visitas podem ser realizadas entre às 9h até 12h e 13h às 17h. A entrada é franca. Há também o poema escrito com base nas fotos pelo poeta siqueirense Lucas Nascimento.

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