No Paraná, uma das principais atividades que contribuem com o crescimento da economia do Estado é a pecuária, seja ela de corte ou produção de leite. Para manter este índice e desenvolvimento, a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), realiza duas campanhas anuais para chamar atenção dos pecuaristas sobre a importância da vacinação contra a febre aftosa.
A doença é do tipo viral sendo considerada altamente contagiosa, e afeta animais biungulados, ou seja, os que tem dois dedos, como é o caso dos bovinos, búfalos e suínos. A doença tem ocorrências na América do Sul, Europa, Ásia e África.
O Paraná é considerado uma área livre da febre aftosa e, realizar a meta de vacinação de 100% do rebanho do Estado, busca manter este índice. Surtos de febre aftosa podem causa um grande estrago econômico, como aconteceu na Grã-Bretanha entre fevereiro e setembro de 2001, onde a epidemia da doença com 2030 casos deram um prejuízo de 6 milhões de libras ao país.
As campanhas de vacinação são realizadas em dois meses do ano. Em maio, a vacinação é obrigatória para bovinos e búfalos com até 24 meses de idade, inclusive, bezerros recém nascidos. Já no mês de novembro, a regra é vacinar 100% do rebanho, incluindo os bezerros recém-nascidos.
O supervisor regional da Adapar Jacarezinho, falou sobre a importância que a vacinação tem para que o Estado do Paraná consiga expandir seus mercados com alguns países onde, atualmente, o comércio está fechado.
“A aftosa é uma doença infecciosa e transmissível que atinge o sistema imunológico dos animais. A vacinação é muito importante para promover o controle oficial da doença no país, pois áreas onde existem focos de aftosa são restringidas de exportar para alguns países. Por isso é muito importante que os produtores realizem a vacinação de maneira correta para o Estado atingir o status de área livre e abrir novos mercados, melhorando a economia do pecuarista e do Paraná”, esclareceu Mario.
VACINAÇÃO
A vacina deve ser adquirida nos pontos de vendas autorizados juntamente com a nota fiscal e o comprovante de vacinação. A vacina deve ser conservada em local resfriado, não sendo nunca congelada nem exposta ao sol. A aplicação deve ser realizada com agulhas e seringas limpas. Para isso, o produtor pode ferve-las por 10 minutos antes da aplicação.
Quanto a dose, deve ser aplicado 5 ml independentemente da idade, tamanho ou peso do animal. A vacina deve ser injetada na tábua do pescoço do animal, pois o posterior é uma região de carne nobre.
No momento da vacina, os proprietários devem aproveitar para conferir o número de cabeças no rebanho e relacionar a quantidade de animais existentes na propriedade e os que foram vacinados de acordo com a idade e o sexo. Estes dados devem ser preenchidos no comprovante de vacinação.
A comprovação de que a vacinação foi realizada deve ser feita por meio do site da Adapar ou em uma unidade física da instituição. Caso a vacinação seja feita em conjunto com outro produtor, cada um dos proprietários deverá apresentar o comprovante de vacinação correspondente ao seu rebanho. Já em situações onde o produtor tenha duas propriedades, deverá ser apresentado um comprovante para cada propriedade.



