No dia 20 de novembro, é comemorado o Dia da Consciência Negra. A data foi instituída no ano de 2003 através da Lei 10.639 que inclui o ensino da História e Cultura Afro-Brasileiras nas escolas. O dia faz referência a morte de Zumbi dos Palmares, que morreu no ano de 1965.
Zumbi ficou marcado como uma figura importante na luta em defesa do Quilombo dos Palmares, local onde os escravos que fugiam das fazendas encontravam refúgio e proteção. Por lutar em defesa do quilombo contra aqueles que queriam escravizar os negros novamente, o homem ficou conhecido com Zumbi dos Palmares.
Atualmente, o dia 20 de novembro é considerado feriado em alguns estados brasileiros e em cerca de mil municípios do país. Um projeto de Lei o de autoria do deputado Valmir Assunção (PT-BA) tramita desde 2015 para tornar o feriado nacional. Porém, mais importante do que ser um feriado, a data tem como objetivo de promover uma reflexão sobre a inclusão do negro na sociedade brasileira.
Durante o mês de novembro e no Dia da Consciência Negra, são promovidas ações por escolas que promovem festivais e apresentações de culturas afro-descentes, como a capoeira, danças, maracatu, teatros, declamação de poemas e etc.
Uma das instituições de ensino que promoveu apresentações e uma feira sobre a cultura negra nesta segunda-feira foi a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Wenceslau Braz. Silvana Moreira Mendes, professora do Ensino Fundamental da escola, falou um pouco sobre como o projeto foi desenvolvido este ano.
“Esse ano, a equipe trouxe como tema ‘A beleza Africana’. Decidimos fazer uma pesquisa e trazer as coisas boas que os africanos desenvolveram, como a primeira calculadora e as técnicas da cesariana. A ideia é evidenciar a contribuição desse povo e as suas belezas, não apenas dar foco para escravidão e dificuldades que eles passaram”, explicou.
Sobre o objetivo principal da data e o que se espera passar aos alunos, a professora comentou que a ênfase está em fazer com que os alunos reflitam sobre o preconceito, podendo formar cidadãos que vão ter um conhecimento mais esclarecido com relação a igualdade entre todos.
“A ideia principal é tornar o não preconceito algo mais esclarecido, buscando formar pessoas sem preconceito. Eu acredito que será muito bom quando nós alcançarmos um nível em que não precise um dia para falar da consciência negra, mas que todos os dias nós possamos nos respeitar e ver que somos todos iguais”.



