Prestes a disputar o governo do Estado pela terceira vez, o ex-senador Osmar Dias (PDT) tem na ponta da língua as lições apreendidas com os erros cometidos, nas duas experiências anteriores mal-sucedidas, de 2006 e 2010: não aceitar indicações de candidato a vice que possam trazer problemas na campanha, e fechar alianças em cima de um programa de governo, e não de negociação de tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV. Posto isso, Osmar garante estar pronto para a disputa e aposta na experiência como seu grande trunfo para enfrentar uma eleição marcada por profunda descrença na política. Também assegura ter argumentos para rebater as críticas por sua ligação com o PT em campanhas passadas, e pela citação na delação de um ex-diretor da Odebrecht, na operação Lava Jato.
Requião prevê revolta da classe trabalhadora
O senador Roberto Requião disse em Campo Mourão que as reformas do governo Temer vão provocar “revolta da classe trabalhadora”. Segundo ele, só não provocou ainda porque as medidas são defendidas pela grande mídia. “Quando o efeito dessas medidas começar a pegar a família, isso vai explodir o Brasil”, previu o senador. Requião esteve na cidade, em encontro do PMDB. Disse que o presidente Temer tem 97% de rejeição devido à “loucura” que vem fazendo a favor do “grande capital”.
Congresso deve discutir nesta semana casamento gay e aborto
Sem previsão de votar a proposta de reforma da Previdência Social nos próximos dias, o Congresso Nacional deverá analisar nesta semana projetos que tratam do casamento entre pessoas do mesmo sexo e do aborto.
O governo quer votar a reforma ainda neste ano, mas, como a base aliada indica que não há o número de votos suficientes para aprovar as mudanças, a proposta pode ser pautada só na semana que vem.
Na Câmara, a comissão especial que discute o aborto deve concluir nesta semana a votação da PEC que prevê a garantia do direito à vida "desde a concepção", o que, na prática, pode proibir qualquer forma de aborto, mesmo aquelas previstas atualmente na legislação.
Os senadores também podem votar nesta semana um projeto que altera o Códico Civil para assegurar em lei o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se for aprovada, a proposta será enviada à Câmara.



